Fim de tarde de Agosto, na Caparica (com Diogo), na Ponte sobre o Tejo, e nos Jerónimos
Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, em relação ao universo, ainda não tenho a certeza absoluta. (Einstein) But the tune ends too soon for us all (Ian Anderson)
terça-feira, 4 de setembro de 2012
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
Reflexão-Alberto gonçalves (Luisão e o SLB)
http://www.sabado.pt/Opiniao/Alberto-Goncalves/Papoilas-saltitantes.aspx
Finalmente alguém repõe a verdade dos factos; Luisão foi inopinada e barbaramente "apeitado" por um teutão...
Finalmente alguém repõe a verdade dos factos; Luisão foi inopinada e barbaramente "apeitado" por um teutão...
Sociedade-Chernobyl
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Sociedade Neil Armstrong
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Moi-almoços
Diogo Luis (21.08); Luis Filipe (04.08); Pais da Isa e Isa (16.08); José Manuel Marques, Ilda, Carlos e Cristina (19.08); José Nicolau (antes dos JO); Ana Madeira (22.08)
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
Sociedade-Animação
A sociedade que insistimos em construir...
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
Moi-Reflexão : ainda os Jogos Olímpicos Londres 2012
1-O Oscar Pastorius foi autorizado a correr nos Olímpicos, utilizando "novo equipamento".
Não concordo com isto. Pelo facto de ele ser
"para-olímpico", a malta envergonha-se e deixa-o correr com os
"olímpicos"? E se ele ganha? E se isto" pega"? Os outros
olímpicos não se queixarão? E porque é que não se queixarão?...
Qual vai ser a fronteira do equipamento que é passível de
ser utilizado? Ou pretende-se que não haja?...
Então para que existem os Jogos Para-olímpicos?
2-Michael Phelps
Sem dúvida um fenómeno. Mas também com um corpo que se
verificará, dentro de alguns anos, ser o ideal para a prática da modalidade ("barbatanas," perdão, pés incluídos).
Depois de ter interrompido durante dois anos, após os Jogos de Pequim, e ter voltado, é obra!
E a propósito das disciplinas de "tempo", como a natação e o atletismo, qual o futuro dos tempos e dos resultados, sempre a evoluir?
Teremos cada vez menos
competição "visível", já que tudo passará a ser destrinçado pelo
computador. A olho nu, veremos 8 atletas a chegarem juntos à meta, ou 8 a
tocarem a linha de chegada.
Enfim, é o espectáculo que "a carneirada" quer, não é?
PS-Eu vi o Eusébio jogar, o Carlos Lopes a ganhar a Maratona...mas tambem vi o Phelps nadar,
além de ter acompanhado o primeiro homem na lua...;)
3-As naturalizações no atletismo (por enquanto, e com esta expressão, apenas nesta modalidade...)
É um must; o "espectáculo" - palavra que hoje
em dia serve para justificar e desculpabilizar tudo o que à gravita à margem do
verdadeiro, sério e são desporto -, e a
ganância de protagonismo internacional que lhe está adjacente, e que traz
melhores resultados, assim o exige.
Por absurdo, situação a que reduzo
habitualmente para melhor se entender, qualquer dia teremos a França com 200
atletas, 20 dos quais franceses, e os outros oriúndos de ex-colónias,
ex-protectorados e de outros países. Quem diz a França...
Tudo pelo..."espectáculo".
4-a desigualdade de critérios nas arbitragens, no
voleibol no toque por cima, e no andebol na questão disciplinar.
Será que ninguém vê isto?? Ou não querem ver? Depois admirem-se se a vulgarização das modalidades trouxer a sua derrocada...
5-Os jogos olímpicos e o circo
Os jogos olímpicos podem ser considerados os novos
circos?
Nalgumas disciplinas olímpicas, como a natação
sincronizada, os saltos para a água, a ginástica desportiva
("artística", novo nome artístico) , a "dréssage", é
visível o carácter circense de que elas se revestem.
Abstraindo-me do facto de os palhaços também já terem
sido substituídos pelos "standup comedy", os números com animais
estarem em extinção pelos direitos dos animais estarem na berra (na
"dréssage" não há problemas com os animais...), os ilusionistas já se
terem independentizado, os "homem forte" já estarem fora do circuito
há muito tempo, o que é facto é que o circo está em extinção.
Dali, o que
resta, são as acrobacias, agora tornadas disciplinas olímpicas como a ginástica
rítmica, alguma da ginástica artística, a natação sincronizada, os saltos para
a água, o aspecto erótico das acompanhantes agora protagonizado pelas jogadoras do voleibol de praia, etc.
Aguardam-se por novas e excitantes disciplinas espectaculásticas, tais como futebol de praia, futsal, etc...
5-15 dias é muito pouco tempo para os JO. Mas pronto, é a recessão...
6-Os tempos pedidos e os microfones a serem metidos para
quê??? Muito, mas mesmo muito poucos percebem a língua, e destes, quais os que
se interessam por aquela modalidade em particular??
Mas o que mais me espanta, é não haver um caramelo que "distraidamente", dá um soco ou uma pisadela monumental no transportador do microfone!
7-Ninguem ainda notou na óbvia supremacia dos guarda redes de andebol relativamente
aos jogadores??
FINAL-A aculturação, a Ganância sem limite e o crime, continuam a compensar.
Moi-Reflexão : O véu e os Jogos Olímpicos Londres 2012
Os atletas árabes e a polémica (??) da utilização de equipamento (não conforme?) como é o caso do véu nas competições.
Nos Jogos Olímpicos (JO) de Londres de 2012, uma das
primeiras polémicas surgidas, foi a que opôs a Federação Internacional de Judo
à delegação da Arábia Saudita. Isto, a propósito de uma das atletas daquele
país pretender usar o véu a apanhar o cabelo durante as competições, conforme
costume do país.
Proíbiu-a, numa primeira fase, aquela Federação. Ou não
usava véu e competia, ou não competia. Sei que depois houve um "
entendimento" entre as partes.
Não sei como acabou. Mas hoje em dia, e depois de tudo aquilo
a que assisto à minha volta, com perplexidade assumida e contida, poucas coisas
me admiram; no entanto, algo que me incomoda de sobremaneira, são os medos
hipocritó-políticos de ferir susceptibilidades no panorama diplomático
internacional; estes sobrepõem-se a tudo.
Pena que aquelas almas que negoceiam tudo, não se
revoltem quando naqueles países se apedrejam mulheres até à morte, ou quando as
obrigam a andar de burka, ou quando as excisam, ou quando não as deixam exercer
os mais elementares direitos. Isto para não falar naquelas escolas onde são,
desde crianças, educados contra o espírito ocidental. Isto tudo sob o manto da
religiosidade...
Se isto nao me entristecesse de imediato, arrancar-me-ia
um amargo sorriso!
Mas voltando ao judo, e para lá do "jeito" que
dá fazer judo com lenço (..penso que os fios e quejandos estão proibidos!), são
objectivas, e entendem-se, as questões que se prendem com a segurança, e que
foram de imediato avançadas pela tutela, para justificar o impedimento da
participação da atleta.
Mas no meu entender, incorrecta e indevidamente. Claro
que por detrás está a questão diplomática.
Mas o que realmente há, é um medo latente.
Medo de assumir a razão principal; e essa qual é?
Pura e simplesmente " uma questão de
princípio", algo que vai rareando nos tempos que correm, em todos os
vectores da nossa sociedade, mas, como já referi, com os receios hipócritas de
ferir susceptibilidades.
Cada vez mais, tem-se medo de invocar "o
princípio": o velho, bem sonante e rotundo "NÃO"!
Quando os ocidentais se deslocam a países árabes, sabem
de antemão, quais as regras pelas quais se têm de reger. Aceito este facto, e
não o contesto, apesar de não concordar com ele. A regra é esta!
Álcool?; religião?; formas de vestir?; direitos das
mulheres?; Sabemos todos ao que vamos, aceitamos as regras, e cumprimo-las,
mesmo que, hipócrita e muitas vezes descaradamente, os locais sejam os
primeiros a prevaricar.
Porque carga alternadíssima de água é que temos de
cumprir as regras deles, do lado "civilizacional"?
Querem usar véu em competição? Compitam entre eles, e nos
femininos, todas de burka se quiserem, ao fim de um dia do Ramadão, e fazendo a
interrupção para a oração do costume. Não há qualquer problema.
Porque é que a comunidade internacional, a grandessíssima
maioria (!!!), há-de alterar o seu referencial,
e o bom senso que resultou deste amadurecimento de há séculos "do
lado de cá", para ir ao encontro de meia dúzia de basbaques que ainda
estão na idade média no que respeita aos mais elementares direitos
civilizacionais?
Não bastava termos de nos revoltar com as injustiças que,
a toda a hora, ouvimos serem praticadas na Síria, no Irão, no Iémen, no Sudão,
ainda temos de andar com paninhos quentes, com medo de ofender os ditos?
Tempos difíceis, muito difíceis!
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
José Hermano Saraiva
(Pedro Tadeu 24.07.2012 no DN)
A primeira
vez que percebi a brutalidade do exercício do poder político tinha uns sete ou
oito anos de idade. José Hermano Saraiva explicava, no programa O Tempo e a
Alma, que D. Afonso Henriques mandou casar a filha de 15 anos, a infanta D.
Urraca, com D. Fernando II, de Leão. "Era ainda uma criança,
coitadinha!", sublinhava, com ar teatral, para nos emocionar com o drama
da menina. E eu emocionei-me.
A primeira
vez que percebi a existência das classes sociais, os interesses distintos que
as perseguem, a divisão que as separa, a contradição e a luta entre elas,
permanente, foi, no mesmo programa, num outro episódio, dedicado aos Painéis de
São Vicente de Fora.
Neles, como
todos sabem, vemos 59 figuras: da nobreza, do clero, da burguesia e do povo do
século XV. Neles desenvolve-se, ainda hoje, um mistério interpretativo em cada
uma daquelas caras.
Para José
Hermano Saraiva, o significado profundo daquele quadro, o significado perene da
sua própria intervenção televisiva, era este: a grandeza e honradez do povo
português, "da gente humilde" que com o seu esforço, engenho e
coragem garantiu o seu sustento e sobrevivência, mas também a independência e a
liberdade de Portugal. Um povo vencedor, apesar das traições e dos desvarios
que sempre atravessaram os comportamentos das classes dominantes. Estas, no
entanto, deram-nos indivíduos de enorme estatura que, em inúmeras ocasiões,
sobrepuseram-se à mediocridade dos seus pares e mudaram o curso da História.
Era uma
narrativa de heróis, de vilões, de indivíduos. Era também a história de uma
identidade coletiva: a do povo português, a "Alma", a Nação, que ele
intelectualizava com compromisso ideológico.
O ministro
do Estado Novo, que teve a polícia de choque na universidade a reprimir a crise
académica de 1969, terminaria essa sua primeira série de programas, onde dizia
bastante mal dos poderosos, para ser embaixador no Brasil. "Chutado para
cima", dir-se-ia hoje.
A revolução
do 25 de Abril aceitou-o de volta à TV, mais depressa do que o seu passado
político faria supor. A historiografia dos anos 80 e 90, onde era proibido
existirem heróis ou vilões, tentou liquidar a credibilidade científica deste
homem, mas, provocando enorme ciumeira, a sua popularidade cresceu.
Para muitos
portugueses, mesmo aqueles que, como eu, estavam na barricada política oposta à
de José Hermano Saraiva - talvez mesmo, se as circunstâncias o exigissem,
dispostos a travar uma guerra fratricida, mas patriótica, como nos tempos
imemoriais que ele narrava -, a notícia da sua morte é a notícia do fim de um
bom pedaço da nossa história pessoal. É uma notícia triste.
sexta-feira, 27 de julho de 2012
Moi-reflexão a Manuel Ribeiro
Enfim...sós, como dizem os outros...
Manelão, agora que estás aí nos Jogos, aproveita para te manter em forma (atenção!, não é fôrma!), e correr todas as manhãs 30' (risos...).
Now seriously: houve aqui uns évenements que introduziram alguma entalpia na minha vida. Tempos que correm...Depois conto.
Vou para a Caparica com a Isa, onde estarei até meados de Agosto. Estas férias, por causa daqueles évenements, não há "soltura" (bem, na verdade, a última vez que tive soltura foi em Nacala...:)).
De maneira que tem de ficar para depois, final de Agosto.
Vê lá se encontras o Diogo. Ele anda por aí (nada de analogias!...), cheio de alegria, entusiasmo, yÔ!ga, música, juízo (muita melhor ku pai!!, Kilómetros-luz) e etc
.Abç amigo, Amigo!
.Abç amigo, Amigo!
Estou muito expirado. vou de férias :)
Moi-Reflexão-os JO
Ei-los; os Jogos olímpicos ; em Londres. E com o Diogo a assistir, e participar, ao vivo!
Antes de mais: Filhote, faxavóri de num levar cartazes a dizer: "estou aqui mãe"...;)
Agora a sério, espero que todo corra bem amanhã, e que seja (mais...) um momento de grande intensidade e felicidade para ti. Sei que o vai ser; tu mereces; isso e muito mais. Vive-o e goza-o.
Vai ser um momento único, provavelmente irrepetível (não te esqueças de pedir um autógrafo ao Phelps:)). De uma grande beleza, euforia, cor, movimento, etc.
E guarda a recordação, e umas fotos (tuas e não só) claro...para mais tarde recordar...
Eu, e a mãe claro, estaremos cá a ver, e à tua procura :)
Antes de mais: Filhote, faxavóri de num levar cartazes a dizer: "estou aqui mãe"...;)
Agora a sério, espero que todo corra bem amanhã, e que seja (mais...) um momento de grande intensidade e felicidade para ti. Sei que o vai ser; tu mereces; isso e muito mais. Vive-o e goza-o.
Vai ser um momento único, provavelmente irrepetível (não te esqueças de pedir um autógrafo ao Phelps:)). De uma grande beleza, euforia, cor, movimento, etc.
E guarda a recordação, e umas fotos (tuas e não só) claro...para mais tarde recordar...
Eu, e a mãe claro, estaremos cá a ver, e à tua procura :)
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Moi-Reflexão- A volta a França
Adoro ver, quando posso, a Volta à França. Nos últimos anos, e com a utilização dos helicópteros, fica-se a a conhecer a França. A voar, e com boa qualidade. É francamente bonito.
Não faço a mínima ideia da dificuldade em bicicletar durante 3 semanas. Imagino-o. Vejo-os a pedalarem, e adivinho os reveses.
E tem uma importância indesmentível no panorama do desporto internacional; e nacional, claro.
Veja-se a página da "A Bola"...
(está no canto inferior à esquerda...)
Não faço a mínima ideia da dificuldade em bicicletar durante 3 semanas. Imagino-o. Vejo-os a pedalarem, e adivinho os reveses.
E tem uma importância indesmentível no panorama do desporto internacional; e nacional, claro.
Veja-se a página da "A Bola"...
(está no canto inferior à esquerda...)
Moi-Reflexão-atleta grega
Voula Papachristou, Greece’s triple-jump champion, was barred from competing in the London Olympic Games by the Hellenic Olympic Committee after an offensive tweet on Monday.She tweeted, “with so many Africans in Greece, at least the West Nile mosquitos will be eating food from their own home.”
Esta atleta vai ser impedida de participar nos Jogos Olímpicos de Londres, por ter escrito este comentário no seu tweet.
Ok, emitiu uma opinião no mundo livre, mas que não está de acordo com o stablishment! Mais ou menos como a caricatura dinamarquesa, sobre o ayatollah.
Mas então, e "os outros"??..."OS OUTROS, PORRA"!!??
Aqueles que nos trouxeram até aqui, que andam impunemente à solta?; que faliram, ou fizeram falir empresas?; que especulam até ao infinito!; que segregam o ser humano?; que não respeitam nada, nem ninguém?; que vivem e sobrevivem à custa dos outros?
Não percebo este mundo; aliás, percebo-o, bem demais, apesar de estar longe dele. Que injustiça!
Moi-Comércio Justo
"Preço Justo"; habituei-me a ir, periodicamente, a esta pequena loja ali para os lados da Damaia, perto do Bairro de Sta. Cruz, e por detrás de um clube de leitura conhecido. Antes de mais, porque me parecia, aliás continua a parecer, um processo sério na venda daqueles artigos, diferente da forma como a grande maioria de todos os outros negócios são feitos; porque tinha e tem, cada vez menos - infelizmente -, artigos oriúndos de vários pontos do globo, produzidos, tanto quanto me foi explicado, em condições dignas, sem a vulgar e hedionda exploração de que são objecto, hoje em dia, a maior parte dos povos que alimentam, e mantêm "o nosso Ocidente"; porque, ao comprar, me sinto a ajudar, de alguma forma o processo; porque tem uma rapariga genuinamente empenhada e honesta na divulgação da causa; porque tem muita cor, e eu gosto porque me faz recuar à infância :); porque está sempre, inexplicavelmente (ou não!...), sem qualquer pessoa; porque tem um logotipo bem pensado, bonito, bem composto, cuidado; enfim, porque aquele ambiente "cheira", ainda, a são, e não a todos aqueles com que nos confrontamos, nos invadem e desmotivam no dia-a-dia.
Tenho a nítida sensação, infelizmente, de que um destes dias, quando lá for numa daquelas voluntárias, obstinadas mas ingénuas (?) incursões, encontrarei a loja fechada. Tal como aconteceu com outras (Adão, Charlot, Oh Nunes, etc.)
Tenho a consciência de que é a roda normal da vida. Uns perdem, outros ganham. Apenas me custa que em vez de serem "os maus" a perder, tal como nos filmes, continuem a ser os bons, a serem deitados borda fora.
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Reflexão- Vasco Graça Moura 25jul2012
O
cardeal e o dr. Zorrinho
Conta-se que certa vez, à chegada a Nova Iorque de uma alta figura do Vaticano, houve um jornalista que lhe perguntou se tencionava visitar os clubes nocturnos da cidade. Embaraçada, a eminência tartamudeou qualquer coisa como: " Há clubes nocturnos em Nova Iorque?". E, fatal como o destino, no dia seguinte, lá estava um periódico a pôr na primeira página que essa tinha sido a primeira pergunta do cardeal fulano ao descer do avião...
Sinto-me solidário com o cardeal. Numa entrevista recente, perguntaram-me qual seria a primeira medida, note-se a "primeira medida", que eu tomaria se fosse ministro ou secretário de Estado da Cultura. Respondi que provavelmente seria pedir a demissão. E esclareci que a razão seria a de não me apetecer desempenhar o cargo.
Houve gente que não percebeu a ironia da resposta e a notícia correu célere. Se eu fosse ministro da Cultura, pediria a demissão e pronto, estava tudo dito! O grau de analfabetismo e de precipitação demonstrado pelo estrépito desse citacional alvoroço mostra bem como, no espaço público, há criaturas que não são capazes de ler um texto e de lhe entender o sentido.
Mas isto nada é, comparado à interpretação das minhas palavras feita pelo formidável dr. Zorrinho, facundo ex-deputado socratista e actual deputado segurista. Do alto da sua autoridade exegética, este professor catedrático da Universidade de Évora, doutorado em Gestão, na especialidade de Gestão da Informação, mostrou-se bem menos capaz de gestão da informação do que propício a uma perversa congestão ou indigestão da mesma.
Com efeito, o dr. Zorrinho veio logo à liça dizer com o denodo habitual que eu pedia a demissão do primeiro-ministro. Algumas pessoas, quedando-se perplexas ante esse meu abominável comportamento, telefonaram-me a perguntar o que era aquilo. Eu não sabia e fui ver as notícias. Era verdade. Confirmando que "les portugais sont toujours gais", o dr. Zorrinho tinha proferido a esfuziante acusação.
Fiz então algumas desvairadas conjecturas, até que me pus a pensar cá com os meus botões que a mais plausível era a que passo a expor. Num dos acessos de delírio tremendista que têm vindo a acometer frequentemente os próceres do pensamento e do comportamento socialistas, este dr. pensou assim e, se bem o pensou, melhor o disse: o PM tem as funções de ministro da Cultura; VGM disse que se fosse ministro da Cultura apresentava a demissão; logo, VGM pede a demissão do PM. Fica-se deveras atordoado com o rigor implacável e adamantino do silogismo. Por mim, confesso que tardei a recompor-me.
É claro que já seria grave que o dr. Zorrinho se tivesse esquecido de ler a entrevista antes de se pôr a perorar assim, se não fosse típico dos responsáveis socialistas navegarem na rala espuma dos dias e na mera periferia das questões. Mas se acaso a leu, então as coisas tornam-se assaz caricatas, para um especialista em Gestão da Informação. Não se pode gerir o que não se percebe e o dr. Zorrinho não conseguiu decifrar o sentido daquela parte da minha resposta, para ele, pelos vistos, capciosa e notavelmente obscura, que dizia assim: "Não me apeteceria desempenhar o cargo. É tudo."
E também é muito pior, na medida em que o impagável dr. Zorrinho interpretou a minha falta de apetência pessoal pela pasta da Cultura como crí-tica ao PM, esse PM que, além de ser saudavelmente indiferente aos meus apetites ou desapetites ministeriais, eu elogiei na mesmíssima entrevista num sentido que envolvia o meu evidente apoio à sua continuidade em funções (esta observação é também gostosamente dirigida à célula de canalhas anónimos e filhos de pai incógnito que costumam pôr-se aos uivos com os meus artigos, aqui na caixa de comentários do DN, e a quem da próxima vez terei a justeza de chamar hienas fétidas).
Enfim, mesmo admitindo que o dr. Zorrinho tenha conseguido fazer sem favores o exame de Português da quarta classe, admiro-me de que se tenha alçapremado ao doutoramento e chegado à cátedra. E também me pergunto se é isto o que o PS, principal partido da oposição, tem para propor aos portugueses: distorção e má-fé, falta de senso e de inteligência, oportunismo e manipulação, asneira e mediocridade.
Repito que me sinto solidário com o pobre do cardeal. O que não lhe aconteceria se o dr. Zorrinho se pusesse a citá-lo no dia seguinte?
Conta-se que certa vez, à chegada a Nova Iorque de uma alta figura do Vaticano, houve um jornalista que lhe perguntou se tencionava visitar os clubes nocturnos da cidade. Embaraçada, a eminência tartamudeou qualquer coisa como: " Há clubes nocturnos em Nova Iorque?". E, fatal como o destino, no dia seguinte, lá estava um periódico a pôr na primeira página que essa tinha sido a primeira pergunta do cardeal fulano ao descer do avião...
Sinto-me solidário com o cardeal. Numa entrevista recente, perguntaram-me qual seria a primeira medida, note-se a "primeira medida", que eu tomaria se fosse ministro ou secretário de Estado da Cultura. Respondi que provavelmente seria pedir a demissão. E esclareci que a razão seria a de não me apetecer desempenhar o cargo.
Houve gente que não percebeu a ironia da resposta e a notícia correu célere. Se eu fosse ministro da Cultura, pediria a demissão e pronto, estava tudo dito! O grau de analfabetismo e de precipitação demonstrado pelo estrépito desse citacional alvoroço mostra bem como, no espaço público, há criaturas que não são capazes de ler um texto e de lhe entender o sentido.
Mas isto nada é, comparado à interpretação das minhas palavras feita pelo formidável dr. Zorrinho, facundo ex-deputado socratista e actual deputado segurista. Do alto da sua autoridade exegética, este professor catedrático da Universidade de Évora, doutorado em Gestão, na especialidade de Gestão da Informação, mostrou-se bem menos capaz de gestão da informação do que propício a uma perversa congestão ou indigestão da mesma.
Com efeito, o dr. Zorrinho veio logo à liça dizer com o denodo habitual que eu pedia a demissão do primeiro-ministro. Algumas pessoas, quedando-se perplexas ante esse meu abominável comportamento, telefonaram-me a perguntar o que era aquilo. Eu não sabia e fui ver as notícias. Era verdade. Confirmando que "les portugais sont toujours gais", o dr. Zorrinho tinha proferido a esfuziante acusação.
Fiz então algumas desvairadas conjecturas, até que me pus a pensar cá com os meus botões que a mais plausível era a que passo a expor. Num dos acessos de delírio tremendista que têm vindo a acometer frequentemente os próceres do pensamento e do comportamento socialistas, este dr. pensou assim e, se bem o pensou, melhor o disse: o PM tem as funções de ministro da Cultura; VGM disse que se fosse ministro da Cultura apresentava a demissão; logo, VGM pede a demissão do PM. Fica-se deveras atordoado com o rigor implacável e adamantino do silogismo. Por mim, confesso que tardei a recompor-me.
É claro que já seria grave que o dr. Zorrinho se tivesse esquecido de ler a entrevista antes de se pôr a perorar assim, se não fosse típico dos responsáveis socialistas navegarem na rala espuma dos dias e na mera periferia das questões. Mas se acaso a leu, então as coisas tornam-se assaz caricatas, para um especialista em Gestão da Informação. Não se pode gerir o que não se percebe e o dr. Zorrinho não conseguiu decifrar o sentido daquela parte da minha resposta, para ele, pelos vistos, capciosa e notavelmente obscura, que dizia assim: "Não me apeteceria desempenhar o cargo. É tudo."
E também é muito pior, na medida em que o impagável dr. Zorrinho interpretou a minha falta de apetência pessoal pela pasta da Cultura como crí-tica ao PM, esse PM que, além de ser saudavelmente indiferente aos meus apetites ou desapetites ministeriais, eu elogiei na mesmíssima entrevista num sentido que envolvia o meu evidente apoio à sua continuidade em funções (esta observação é também gostosamente dirigida à célula de canalhas anónimos e filhos de pai incógnito que costumam pôr-se aos uivos com os meus artigos, aqui na caixa de comentários do DN, e a quem da próxima vez terei a justeza de chamar hienas fétidas).
Enfim, mesmo admitindo que o dr. Zorrinho tenha conseguido fazer sem favores o exame de Português da quarta classe, admiro-me de que se tenha alçapremado ao doutoramento e chegado à cátedra. E também me pergunto se é isto o que o PS, principal partido da oposição, tem para propor aos portugueses: distorção e má-fé, falta de senso e de inteligência, oportunismo e manipulação, asneira e mediocridade.
Repito que me sinto solidário com o pobre do cardeal. O que não lhe aconteceria se o dr. Zorrinho se pusesse a citá-lo no dia seguinte?
Moi-rótulos de vinhos
Diz o meu amigo, Manuel Vasques de Oliveira de sua graça, que quem se preocupa em fazer um rótulo cuidado e atraente para um vinho, deverá, necessariamente, atingir um bom resultado na tarefa de o produzir.
Aqui vão uns rótulos de que gostei, fosse pela simplicidade, pelo logo, pela composição cromática, ou pela originalidade; simplesmente.
Aqui vão uns rótulos de que gostei, fosse pela simplicidade, pelo logo, pela composição cromática, ou pela originalidade; simplesmente.
Reflexão-Luis M. Seara Carvalho e Melo
25.08.2011
Meu caro
Estudioso como sou da matéria, faço-te chegar alguns
generalismos universais que são sempre as grandes linhas de força de tudo o que
nos rodeia.
1º Tanto quanto se consegue perceber, o Universo ( e não
só o nosso devastado planetazinho ) é regulado por uma poderosíssima lei física
da estabilidade atómica dos elementos ( há sempre uma tendência automática dos
elementos seguirem uma linha que lhes permita atingir estabilidade, quando se
tornam instáveis ). Daí, forças como a gravitacional ( muito mal conhecida ),
campos electromagnéticos, leis quânticas, por aí fora. Tudo isso sempre com o
denominador comum da máxima conservação de energia durante o processo.
2º A vida neste planeta ( entendida como forma complexa
de organização da matéria ) forçosamente segue estas leis, da qual a da
conservação de energia é bem traduzida no lema ' lei do menor esforço'.
3º Por isso é, e será sempre, tão fácil e recompensador
corromper. A corrupção é uma componente fundamental destas leis da conservação
de energia. Corrompe-se facilmente qualquer animal ( vê o caso dos enjaulados
que fazem habilidades para o domador a troco dumas guloseimas, ou dos poderosos
cães de guarda, que se 'esquecem' da sua função a troco dum naco suculento ).
Os humanos, tão animais como os demais, estão sempre numa de 'deve e haver'
quanto às vantagens de serem corrompidos, e a corrupção facilmente ganha..
Dá-me sempre muita vontade de rir quando veja a 'moralidade' ( invenção humana
no nosso complexo ecossistema planetário ) a tentar compensar em argumentos o
que uma das mais poderosas leis do universo nos está sempre a tentar impor...
4º As instituições humanas que 'vendem' moralidade (
religiosas, moralistas, igualitárias, enfim todos os cambiantes das incontáveis
organizações políticas que os humanos estão sempre a criar ) são as que mais
jogam este jogo ambíguo da corrupção. São sempre extremamente corrompíveis, mas
vendem sempre o mesmo lema do 'façam o que eu digo, não façam o que eu faço'.
Isto há milénios, desde que há registos. Os outros humanos, gostam e apoiam. Na
parte do 'façam o que eu digo' todos os cérebros humanos gostam de alinhar por
desígnios que consideram superiores! Na parte do ' não façam o que eu faço'
todos esses mesmos cérebros, dentro do poder que dispõem, gostam de corromper
esses desígnios em torno dos seus interesses. Os outros seres que nos rodeiam,
também são assim, com a devida distância pelas suas capacidades 'intelectuais'.
5º E assim seguimos, desvairadamente, rumo a um outro
lema sobejamente conhecido: 'Entre mortos e feridos, alguém se há de safar' - A
poderosa lei da resiliência da vida neste planeta, segundo as leis da evolução
por selecção natural ( também e cada vez
mais artificial, com as brincadeiras que os humanos vão conseguindo através da
genética ). Já não deveremos estar cá
para ver o que isto tudo irá dar, mas seguramente os nossos filhos e netos vão
lidar com uma realidade ambiental totalmente diferente da nossa! Isto se
sobreviverem, é claro... Mas sempre vergados às leis fundamentais da matéria!
Tenho dito!
terça-feira, 24 de julho de 2012
Moi-reflexão-Aquele fim de tarde no supermercado...
Aquele
fim de tarde no Supermercado
A primeira vez que a vi, confesso que de imediato me chamou a atenção. Apesar de uma ou outra ruga matreira, uma tez um pouco pálida, demais para o meu gosto, rapidamente o seu look me tocou no fundo.
Era um fim de tarde numa grande superfície, quando todos e todas, regressando da labuta diária, e no meio da habitual e rotineira confusão organizada, fazem as compras para o jantar.
Passei por ela uma primeira vez, sem que fosse notória uma primeira aproximação, um primeiro chamamento.
A primeira vez que a vi, confesso que de imediato me chamou a atenção. Apesar de uma ou outra ruga matreira, uma tez um pouco pálida, demais para o meu gosto, rapidamente o seu look me tocou no fundo.
Era um fim de tarde numa grande superfície, quando todos e todas, regressando da labuta diária, e no meio da habitual e rotineira confusão organizada, fazem as compras para o jantar.
Passei por ela uma primeira vez, sem que fosse notória uma primeira aproximação, um primeiro chamamento.
Foi num segundo momento; o nosso olhar entrecruzou-se; desviei-o de imediato naquele instinto que sempre tive, e com o qual pretendia demonstrar não ser um comum macho, daqueles que sempre ficam perplexa e aparvalhadamente a olhar o sexo oposto, ao mesmo tempo que, inadvertida e descontroladamente se babam.
Mas não me contive, e de imediato tornei a olhar. Lá estava ela; e aquele olhar; e aquelas formas, sim!, aquelas formas!!
Mantivemos o olhar por momentos, sem o desviar, mas denunciando serem dois olhares inocentes, genuínos, de pura atracção recíproca. E assim continuámos.
Estendi então a mão devagar, não sem algum receio. Não era assim, naquele local, daquela maneira, que me podia dar a avanços desta índole.
No entanto, ela não se opôs; nenhum movimento.
Arrisquei um pouco mais, e toquei-lhe; quão macia era a sua pele. Pareceu-me sorrir ao de leve para mim; retribui-lhe. A minha mão avançou mais um pouco. Levemente, fiz menção de lhe pegar, e puxar. Senti, naquele momento, e através daquele toque, que a tinha de alguma forma conquistado.
A minha mão enrolou-se-lhe em torno daquele redondo matreiro. Rimo-nos com o momento; aliás, rimo-nos com tudo, e de tudo, porque tudo descontrolado estava.
Tudo se precipitava. Puxei-a levemente, de mansinho; acedeu; seguiu-me. Metemo-nos no carro. Arranquei; foi um ápice até casa. Abri a porta, peguei-lhe, e empurrei-a. Não nos contivémos, e por isso ficámo-nos ali logo, pela cozinha.
Peguei-lhe com as duas mãos. Senti-lhe uma vez mais o peso, atirei-a para cima da bancada, e mirei-a uma vez mais. Confirmei.
Saquei da faca e cortei-a.
Subscrever:
Mensagens (Atom)








