terça-feira, 4 de setembro de 2012

Moi-Fotos

Fim de tarde de Agosto, na Caparica (com Diogo), na Ponte sobre o Tejo, e nos Jerónimos


quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Reflexão-Alberto gonçalves (Luisão e o SLB)

http://www.sabado.pt/Opiniao/Alberto-Goncalves/Papoilas-saltitantes.aspx


Finalmente alguém repõe a verdade dos factos; Luisão foi inopinada e barbaramente "apeitado" por um teutão...

Sociedade-Chernobyl

Eis um três em 1: um video de animação com uma visualização interessante sobre o modus operandi, um assunto do nosso tempo que deverá constantemente ser recordado, e uma obra de engenharia de grande dimensão.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Moi-Reflexão : ainda os Jogos Olímpicos Londres 2012







1-O Oscar Pastorius foi autorizado a correr nos Olímpicos, utilizando "novo equipamento".

Não concordo com isto. Pelo facto de ele ser "para-olímpico", a malta envergonha-se e deixa-o correr com os "olímpicos"? E se ele ganha? E se isto" pega"? Os outros olímpicos não se queixarão? E porque é que não se queixarão?...

Qual vai ser a fronteira do equipamento que é passível de ser utilizado? Ou pretende-se que não haja?...

Então para que existem os Jogos Para-olímpicos?










2-Michael Phelps

Sem dúvida um fenómeno. Mas também com um corpo que se verificará, dentro de alguns anos, ser o ideal para a prática da modalidade ("barbatanas," perdão, pés incluídos).
Depois de ter interrompido durante dois anos, após os Jogos de Pequim, e ter voltado, é obra!

E a propósito das disciplinas de "tempo", como a natação e o atletismo, qual o futuro dos tempos e dos resultados, sempre a evoluir?
Teremos cada vez menos competição "visível", já que tudo passará a ser destrinçado pelo computador. A olho nu, veremos 8 atletas a chegarem juntos à meta, ou 8 a tocarem a linha de chegada.

Enfim, é o espectáculo que "a carneirada" quer, não é?

PS-Eu vi o Eusébio jogar, o Carlos Lopes a ganhar a Maratona...mas tambem vi o Phelps nadar, além de ter acompanhado o primeiro homem na lua...;)




3-As naturalizações no atletismo (por enquanto, e com esta expressão, apenas nesta modalidade...)

É um must; o "espectáculo" - palavra que hoje em dia serve para justificar e desculpabilizar tudo o que à gravita à margem do verdadeiro, sério e são desporto  -, e a ganância de protagonismo internacional que lhe está adjacente, e que traz melhores resultados, assim o exige.
Por absurdo, situação a que reduzo habitualmente para melhor se entender, qualquer dia teremos a França com 200 atletas, 20 dos quais franceses, e os outros oriúndos de ex-colónias, ex-protectorados e de outros países. Quem diz a França...

Tudo pelo..."espectáculo".



4-a desigualdade de critérios nas arbitragens, no voleibol no toque por cima, e no andebol na questão disciplinar.
Será que ninguém vê isto?? Ou não querem ver? Depois admirem-se se a vulgarização das modalidades trouxer a sua derrocada...







5-Os jogos olímpicos e o circo

Os jogos olímpicos podem ser considerados os novos circos?

Nalgumas disciplinas olímpicas, como a natação sincronizada, os saltos para a água, a ginástica desportiva ("artística", novo nome artístico) , a "dréssage", é visível o carácter circense de que elas se revestem.

Abstraindo-me do facto de os palhaços também já terem sido substituídos pelos "standup comedy", os números com animais estarem em extinção pelos direitos dos animais estarem na berra (na "dréssage" não há problemas com os animais...), os ilusionistas já se terem independentizado, os "homem forte" já estarem fora do circuito há muito tempo, o que é facto é que o circo está em extinção.
Dali, o que resta, são as acrobacias, agora tornadas disciplinas olímpicas como a ginástica rítmica, alguma da ginástica artística, a natação sincronizada, os saltos para a água, o aspecto erótico das acompanhantes agora protagonizado pelas jogadoras do voleibol de praia, etc.
Aguardam-se por novas e excitantes disciplinas espectaculásticas, tais como futebol de praia, futsal, etc...



5-15 dias é muito pouco tempo para os JO. Mas pronto, é a recessão... 



6-Os tempos pedidos e os microfones a serem metidos para quê??? Muito, mas mesmo muito poucos percebem a língua, e destes, quais os que se interessam por aquela modalidade em particular??
Mas o que mais me espanta, é não haver um caramelo que "distraidamente", dá um soco ou uma pisadela monumental no transportador do microfone!



7-Ninguem ainda notou na óbvia supremacia dos guarda redes de andebol relativamente aos jogadores??



FINAL-A aculturação, a Ganância sem limite e o crime, continuam a compensar.


Moi-Reflexão : O véu e os Jogos Olímpicos Londres 2012


Os atletas árabes e a polémica (??) da utilização de equipamento (não conforme?) como é o caso do véu nas competições.
 

Nos Jogos Olímpicos (JO) de Londres de 2012, uma das primeiras polémicas surgidas, foi a que opôs a Federação Internacional de Judo à delegação da Arábia Saudita. Isto, a propósito de uma das atletas daquele país pretender usar o véu a apanhar o cabelo durante as competições, conforme costume do país.

Proíbiu-a, numa primeira fase, aquela Federação. Ou não usava véu e competia, ou não competia. Sei que depois houve um " entendimento" entre as partes.

Não sei como acabou. Mas hoje em dia, e depois de tudo aquilo a que assisto à minha volta, com perplexidade assumida e contida, poucas coisas me admiram; no entanto, algo que me incomoda de sobremaneira, são os medos hipocritó-políticos de ferir susceptibilidades no panorama diplomático internacional; estes sobrepõem-se a tudo.

Pena que aquelas almas que negoceiam tudo, não se revoltem quando naqueles países se apedrejam mulheres até à morte, ou quando as obrigam a andar de burka, ou quando as excisam, ou quando não as deixam exercer os mais elementares direitos. Isto para não falar naquelas escolas onde são, desde crianças, educados contra o espírito ocidental. Isto tudo sob o manto da religiosidade...

Se isto nao me entristecesse de imediato, arrancar-me-ia um amargo sorriso!

Mas voltando ao judo, e para lá do "jeito" que dá fazer judo com lenço (..penso que os fios e quejandos estão proibidos!), são objectivas, e entendem-se, as questões que se prendem com a segurança, e que foram de imediato avançadas pela tutela, para justificar o impedimento da participação da atleta.

Mas no meu entender, incorrecta e indevidamente. Claro que por detrás está a questão diplomática.

Mas o que realmente há, é um medo latente.

Medo de assumir a razão principal; e essa qual é?

Pura e simplesmente " uma questão de princípio", algo que vai rareando nos tempos que correm, em todos os vectores da nossa sociedade, mas, como já referi, com os receios hipócritas de ferir susceptibilidades.

Cada vez mais, tem-se medo de invocar "o princípio": o velho, bem sonante e rotundo "NÃO"!

Quando os ocidentais se deslocam a países árabes, sabem de antemão, quais as regras pelas quais se têm de reger. Aceito este facto, e não o contesto, apesar de não concordar com ele. A regra é esta!

Álcool?; religião?; formas de vestir?; direitos das mulheres?; Sabemos todos ao que vamos, aceitamos as regras, e cumprimo-las, mesmo que, hipócrita e muitas vezes descaradamente, os locais sejam os primeiros a prevaricar.

Porque carga alternadíssima de água é que temos de cumprir as regras deles, do lado "civilizacional"?

Querem usar véu em competição? Compitam entre eles, e nos femininos, todas de burka se quiserem, ao fim de um dia do Ramadão, e fazendo a interrupção para a oração do costume. Não há qualquer problema.

Porque é que a comunidade internacional, a grandessíssima maioria (!!!), há-de alterar o seu referencial,  e o bom senso que resultou deste amadurecimento de há séculos "do lado de cá", para ir ao encontro de meia dúzia de basbaques que ainda estão na idade média no que respeita aos mais elementares direitos civilizacionais?

Não bastava termos de nos revoltar com as injustiças que, a toda a hora, ouvimos serem praticadas na Síria, no Irão, no Iémen, no Sudão, ainda temos de andar com paninhos quentes, com medo de ofender os ditos?

Tempos difíceis, muito difíceis!





quinta-feira, 9 de agosto de 2012

José Hermano Saraiva


Vi a luta de classes no José Hermano Saraiva
(Pedro Tadeu 24.07.2012 no DN)

A primeira vez que percebi a brutalidade do exercício do poder político tinha uns sete ou oito anos de idade. José Hermano Saraiva explicava, no programa O Tempo e a Alma, que D. Afonso Henriques mandou casar a filha de 15 anos, a infanta D. Urraca, com D. Fernando II, de Leão. "Era ainda uma criança, coitadinha!", sublinhava, com ar teatral, para nos emocionar com o drama da menina. E eu emocionei-me.

A primeira vez que percebi a existência das classes sociais, os interesses distintos que as perseguem, a divisão que as separa, a contradição e a luta entre elas, permanente, foi, no mesmo programa, num outro episódio, dedicado aos Painéis de São Vicente de Fora.

Neles, como todos sabem, vemos 59 figuras: da nobreza, do clero, da burguesia e do povo do século XV. Neles desenvolve-se, ainda hoje, um mistério interpretativo em cada uma daquelas caras.

Para José Hermano Saraiva, o significado profundo daquele quadro, o significado perene da sua própria intervenção televisiva, era este: a grandeza e honradez do povo português, "da gente humilde" que com o seu esforço, engenho e coragem garantiu o seu sustento e sobrevivência, mas também a independência e a liberdade de Portugal. Um povo vencedor, apesar das traições e dos desvarios que sempre atravessaram os comportamentos das classes dominantes. Estas, no entanto, deram-nos indivíduos de enorme estatura que, em inúmeras ocasiões, sobrepuseram-se à mediocridade dos seus pares e mudaram o curso da História.

Era uma narrativa de heróis, de vilões, de indivíduos. Era também a história de uma identidade coletiva: a do povo português, a "Alma", a Nação, que ele intelectualizava com compromisso ideológico.

O ministro do Estado Novo, que teve a polícia de choque na universidade a reprimir a crise académica de 1969, terminaria essa sua primeira série de programas, onde dizia bastante mal dos poderosos, para ser embaixador no Brasil. "Chutado para cima", dir-se-ia hoje.

A revolução do 25 de Abril aceitou-o de volta à TV, mais depressa do que o seu passado político faria supor. A historiografia dos anos 80 e 90, onde era proibido existirem heróis ou vilões, tentou liquidar a credibilidade científica deste homem, mas, provocando enorme ciumeira, a sua popularidade cresceu.

Para muitos portugueses, mesmo aqueles que, como eu, estavam na barricada política oposta à de José Hermano Saraiva - talvez mesmo, se as circunstâncias o exigissem, dispostos a travar uma guerra fratricida, mas patriótica, como nos tempos imemoriais que ele narrava -, a notícia da sua morte é a notícia do fim de um bom pedaço da nossa história pessoal. É uma notícia triste.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Moi-reflexão a Manuel Ribeiro

Enfim...sós, como dizem os outros...
Manelão, agora que estás aí nos Jogos, aproveita para te manter em forma (atenção!, não é fôrma!), e correr todas as manhãs 30' (risos...).
Now seriously: houve aqui uns évenements que introduziram alguma entalpia na minha vida. Tempos que correm...Depois conto.
Vou para a Caparica com a Isa, onde estarei até meados de Agosto. Estas férias, por causa daqueles évenements, não há "soltura" (bem, na verdade, a última vez que tive soltura foi em Nacala...:)).
De maneira que tem de ficar para depois, final de Agosto.
Vê lá se encontras o Diogo. Ele anda por aí (nada de analogias!...), cheio de alegria, entusiasmo, yÔ!ga, música, juízo (muita melhor ku pai!!, Kilómetros-luz) e etc
.Abç amigo, Amigo!
Estou muito expirado. vou de férias :)
 

Moi-Reflexão-os JO

Ei-los; os Jogos olímpicos ; em Londres. E com o Diogo a assistir, e participar, ao vivo!
Antes de mais: Filhote, faxavóri de num levar cartazes a dizer: "estou aqui mãe"...;)
Agora a sério, espero que todo corra bem amanhã, e que seja (mais...) um momento de grande intensidade e felicidade para ti. Sei que o vai ser; tu mereces; isso e muito mais. Vive-o e goza-o.
Vai ser um momento único, provavelmente irrepetível (não te esqueças de pedir um autógrafo ao Phelps:)). De uma grande beleza, euforia, cor, movimento, etc.
E guarda a recordação, e umas fotos (tuas e não só) claro...para mais tarde recordar...
Eu, e a mãe claro, estaremos cá a ver, e à tua procura :)

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Moi-Reflexão- A volta a França

Adoro ver, quando posso, a Volta à França. Nos últimos anos, e com a utilização dos helicópteros, fica-se a a conhecer a França. A voar, e com boa qualidade. É francamente bonito.
Não faço a mínima ideia da dificuldade em bicicletar durante 3 semanas. Imagino-o. Vejo-os a pedalarem, e adivinho os reveses.
E tem uma importância indesmentível no panorama do desporto internacional; e nacional, claro.
Veja-se a página da "A Bola"...
(está no canto inferior à esquerda...)

Moi-Reflexão-atleta grega

Voula Papachristou, Greece’s triple-jump champion, was barred from competing in the London Olympic Games by the Hellenic Olympic Committee after an offensive tweet on Monday.
She tweeted, “with so many Africans in Greece, at least the West Nile mosquitos will be eating food from their own home.”

Esta atleta vai ser impedida de participar nos Jogos Olímpicos de Londres, por ter escrito este comentário no seu tweet.

Ok, emitiu uma opinião no mundo livre, mas que não está de acordo com o stablishment! Mais ou menos como a caricatura dinamarquesa, sobre o ayatollah.
Mas então, e "os outros"??..."OS OUTROS, PORRA"!!??
Aqueles que nos trouxeram até aqui, que andam impunemente à solta?; que faliram, ou fizeram falir empresas?; que especulam até ao infinito!; que segregam o ser humano?; que não respeitam nada, nem ninguém?; que vivem e sobrevivem à custa dos outros?
Não percebo este mundo; aliás, percebo-o, bem demais, apesar de estar longe dele. Que injustiça!

Moi-Comércio Justo

"Preço Justo"; habituei-me a ir, periodicamente, a esta pequena loja ali para os lados da Damaia, perto do Bairro de Sta. Cruz, e por detrás de um clube de leitura conhecido. Antes de mais, porque me parecia, aliás continua a parecer, um processo sério na venda daqueles artigos, diferente da forma como a grande maioria  de todos os outros negócios são feitos; porque tinha e tem, cada vez menos - infelizmente -, artigos oriúndos de vários pontos do globo, produzidos, tanto quanto me foi explicado, em condições dignas, sem a vulgar e hedionda exploração de que são objecto, hoje em dia, a maior parte dos povos que alimentam, e mantêm "o nosso Ocidente"; porque, ao comprar, me sinto a ajudar, de alguma forma o processo; porque tem uma rapariga genuinamente empenhada e honesta na divulgação da causa; porque tem muita cor, e eu gosto porque me faz recuar à infância :); porque está sempre, inexplicavelmente (ou não!...), sem qualquer pessoa;  porque tem um logotipo bem pensado, bonito, bem composto, cuidado; enfim, porque aquele ambiente "cheira", ainda, a são, e não a todos aqueles com que nos confrontamos, nos invadem e desmotivam no dia-a-dia.
Tenho a nítida sensação, infelizmente, de que um destes dias, quando lá for numa daquelas voluntárias, obstinadas mas ingénuas (?) incursões, encontrarei a loja fechada. Tal como aconteceu com outras (Adão, Charlot, Oh Nunes, etc.) 
Tenho a consciência de que é a roda normal da vida. Uns perdem, outros ganham. Apenas me custa que em vez de serem "os maus" a perder, tal como nos filmes, continuem a ser os bons, a serem deitados borda fora.






quarta-feira, 25 de julho de 2012

Reflexão- Vasco Graça Moura 25jul2012

O cardeal e o dr. Zorrinho

Conta-se que certa vez, à chegada a Nova Iorque de uma alta figura do Vaticano, houve um jornalista que lhe perguntou se tencionava visitar os clubes nocturnos da cidade. Embaraçada, a eminência tartamudeou qualquer coisa como: " Há clubes nocturnos em Nova Iorque?". E, fatal como o destino, no dia seguinte, lá estava um periódico a pôr na primeira página que essa tinha sido a primeira pergunta do cardeal fulano ao descer do avião...
Sinto-me solidário com o cardeal. Numa entrevista recente, perguntaram-me qual seria a primeira medida, note-se a "primeira medida", que eu tomaria se fosse ministro ou secretário de Estado da Cultura. Respondi que provavelmente seria pedir a demissão. E esclareci que a razão seria a de não me apetecer desempenhar o cargo.
Houve gente que não percebeu a ironia da resposta e a notícia correu célere. Se eu fosse ministro da Cultura, pediria a demissão e pronto, estava tudo dito! O grau de analfabetismo e de precipitação demonstrado pelo estrépito desse citacional alvoroço mostra bem como, no espaço público, há criaturas que não são capazes de ler um texto e de lhe entender o sentido.
Mas isto nada é, comparado à interpretação das minhas palavras feita pelo formidável dr. Zorrinho, facundo ex-deputado socratista e actual deputado segurista. Do alto da sua autoridade exegética, este professor catedrático da Universidade de Évora, doutorado em Gestão, na especialidade de Gestão da Informação, mostrou-se bem menos capaz de gestão da informação do que propício a uma perversa congestão ou indigestão da mesma.
Com efeito, o dr. Zorrinho veio logo à liça dizer com o denodo habitual que eu pedia a demissão do primeiro-ministro. Algumas pessoas, quedando-se perplexas ante esse meu abominável comportamento, telefonaram-me a perguntar o que era aquilo. Eu não sabia e fui ver as notícias. Era verdade. Confirmando que "les portugais sont toujours gais", o dr. Zorrinho tinha proferido a esfuziante acusação.
Fiz então algumas desvairadas conjecturas, até que me pus a pensar cá com os meus botões que a mais plausível era a que passo a expor. Num dos acessos de delírio tremendista que têm vindo a acometer frequentemente os próceres do pensamento e do comportamento socialistas, este dr. pensou assim e, se bem o pensou, melhor o disse: o PM tem as funções de ministro da Cultura; VGM disse que se fosse ministro da Cultura apresentava a demissão; logo, VGM pede a demissão do PM. Fica-se deveras atordoado com o rigor implacável e adamantino do silogismo. Por mim, confesso que tardei a recompor-me.
É claro que já seria grave que o dr. Zorrinho se tivesse esquecido de ler a entrevista antes de se pôr a perorar assim, se não fosse típico dos responsáveis socialistas navegarem na rala espuma dos dias e na mera periferia das questões. Mas se acaso a leu, então as coisas tornam-se assaz caricatas, para um especialista em Gestão da Informação. Não se pode gerir o que não se percebe e o dr. Zorrinho não conseguiu decifrar o sentido daquela parte da minha resposta, para ele, pelos vistos, capciosa e notavelmente obscura, que dizia assim: "Não me apeteceria desempenhar o cargo. É tudo."
E também é muito pior, na medida em que o impagável dr. Zorrinho interpretou a minha falta de apetência pessoal pela pasta da Cultura como crí-tica ao PM, esse PM que, além de ser saudavelmente indiferente aos meus apetites ou desapetites ministeriais, eu elogiei na mesmíssima entrevista num sentido que envolvia o meu evidente apoio à sua continuidade em funções (esta observação é também gostosamente dirigida à célula de canalhas anónimos e filhos de pai incógnito que costumam pôr-se aos uivos com os meus artigos, aqui na caixa de comentários do DN, e a quem da próxima vez terei a justeza de chamar hienas fétidas).
Enfim, mesmo admitindo que o dr. Zorrinho tenha conseguido fazer sem favores o exame de Português da quarta classe, admiro-me de que se tenha alçapremado ao doutoramento e chegado à cátedra. E também me pergunto se é isto o que o PS, principal partido da oposição, tem para propor aos portugueses: distorção e má-fé, falta de senso e de inteligência, oportunismo e manipulação, asneira e mediocridade.

Repito que me sinto solidário com o pobre do cardeal. O que não lhe aconteceria se o dr. Zorrinho se pusesse a citá-lo no dia seguinte?

Moi-rótulos de vinhos

Diz o meu amigo, Manuel Vasques de Oliveira de sua graça, que quem se preocupa em fazer um rótulo cuidado e atraente para um vinho, deverá, necessariamente, atingir um bom resultado na tarefa de o produzir.
Aqui vão uns rótulos de que gostei, fosse pela simplicidade, pelo logo, pela composição cromática, ou pela originalidade; simplesmente.







Reflexão-Luis M. Seara Carvalho e Melo

25.08.2011
Meu caro

Estudioso como sou da matéria, faço-te chegar alguns generalismos universais que são sempre as grandes linhas de força de tudo o que nos rodeia.

1º Tanto quanto se consegue perceber, o Universo ( e não só o nosso devastado planetazinho ) é regulado por uma poderosíssima lei física da estabilidade atómica dos elementos ( há sempre uma tendência automática dos elementos seguirem uma linha que lhes permita atingir estabilidade, quando se tornam instáveis ). Daí, forças como a gravitacional ( muito mal conhecida ), campos electromagnéticos, leis quânticas, por aí fora. Tudo isso sempre com o denominador comum da máxima conservação de energia durante o processo.

2º A vida neste planeta ( entendida como forma complexa de organização da matéria ) forçosamente segue estas leis, da qual a da conservação de energia é bem traduzida no lema ' lei do menor esforço'.

3º Por isso é, e será sempre, tão fácil e recompensador corromper. A corrupção é uma componente fundamental destas leis da conservação de energia. Corrompe-se facilmente qualquer animal ( vê o caso dos enjaulados que fazem habilidades para o domador a troco dumas guloseimas, ou dos poderosos cães de guarda, que se 'esquecem' da sua função a troco dum naco suculento ). Os humanos, tão animais como os demais, estão sempre numa de 'deve e haver' quanto às vantagens de serem corrompidos, e a corrupção facilmente ganha.. Dá-me sempre muita vontade de rir quando veja a 'moralidade' ( invenção humana no nosso complexo ecossistema planetário ) a tentar compensar em argumentos o que uma das mais poderosas leis do universo nos está sempre a tentar impor...

4º As instituições humanas que 'vendem' moralidade ( religiosas, moralistas, igualitárias, enfim todos os cambiantes das incontáveis organizações políticas que os humanos estão sempre a criar ) são as que mais jogam este jogo ambíguo da corrupção. São sempre extremamente corrompíveis, mas vendem sempre o mesmo lema do 'façam o que eu digo, não façam o que eu faço'. Isto há milénios, desde que há registos. Os outros humanos, gostam e apoiam. Na parte do 'façam o que eu digo' todos os cérebros humanos gostam de alinhar por desígnios que consideram superiores! Na parte do ' não façam o que eu faço' todos esses mesmos cérebros, dentro do poder que dispõem, gostam de corromper esses desígnios em torno dos seus interesses. Os outros seres que nos rodeiam, também são assim, com a devida distância pelas suas capacidades 'intelectuais'.

5º E assim seguimos, desvairadamente, rumo a um outro lema sobejamente conhecido: 'Entre mortos e feridos, alguém se há de safar' - A poderosa lei da resiliência da vida neste planeta, segundo as leis da evolução por selecção natural (  também e cada vez mais artificial, com as brincadeiras que os humanos vão conseguindo através da genética ).  Já não deveremos estar cá para ver o que isto tudo irá dar, mas seguramente os nossos filhos e netos vão lidar com uma realidade ambiental totalmente diferente da nossa! Isto se sobreviverem, é claro... Mas sempre vergados às leis fundamentais da matéria!

Tenho dito!

terça-feira, 24 de julho de 2012

Moi-reflexão-Aquele fim de tarde no supermercado...


Aquele fim de tarde no Supermercado

A primeira vez que a vi, confesso que de imediato me chamou a atenção. Apesar de uma ou outra ruga matreira, uma tez um pouco pálida, demais para o meu gosto, rapidamente o seu look me tocou  no fundo.
Era um fim de tarde numa grande superfície, quando todos e todas, regressando da labuta diária, e no meio da habitual e rotineira confusão organizada, fazem as compras para o jantar.

Passei por ela uma primeira vez, sem que fosse notória uma primeira aproximação, um primeiro chamamento.

 As pessoas movimentavam-se naquela cadéncia que não permite o contacto visual imediato, e que as faz parecerem robots com tarefas predestinadas. E naquele fim de tarde, confesso que era significativo o número de beldades em circulação.

Foi num segundo momento; o nosso olhar entrecruzou-se; desviei-o de imediato naquele instinto que sempre tive, e com o qual pretendia demonstrar não ser um comum macho, daqueles que sempre ficam perplexa e aparvalhadamente a olhar o sexo oposto, ao mesmo tempo que, inadvertida e descontroladamente se babam.
Mas não me contive, e de imediato tornei a olhar. Lá estava ela; e aquele olhar; e aquelas formas, sim!, aquelas formas!!

Mantivemos o olhar por momentos, sem o desviar, mas denunciando serem dois olhares inocentes, genuínos, de pura atracção recíproca. E assim continuámos.

Estendi então a mão devagar, não sem algum receio. Não era assim, naquele local, daquela maneira, que me podia dar a avanços desta índole.
No entanto, ela não se opôs; nenhum movimento.
Arrisquei um pouco mais, e toquei-lhe; quão macia era a sua pele. Pareceu-me sorrir ao de leve para mim; retribui-lhe. A minha mão avançou mais um pouco. Levemente, fiz menção de lhe pegar, e puxar. Senti, naquele momento, e através daquele toque, que a tinha de alguma forma conquistado.

A minha mão enrolou-se-lhe em torno daquele redondo matreiro.  Rimo-nos com o momento; aliás, rimo-nos com tudo,  e de tudo, porque tudo descontrolado estava.

Tudo se precipitava. Puxei-a levemente, de mansinho; acedeu; seguiu-me. Metemo-nos no carro. Arranquei; foi um ápice até casa. Abri a porta, peguei-lhe, e empurrei-a. Não nos contivémos, e por isso ficámo-nos ali logo, pela cozinha.
Peguei-lhe com as duas mãos. Senti-lhe uma vez mais o peso, atirei-a para cima da bancada, e mirei-a uma vez mais. Confirmei.
Saquei da faca e cortei-a.

 Que meloa!!