quarta-feira, 26 de junho de 2013

Música-Wendy Nazaré

Cheira bem, cheira a Lisboa, mas num tom bem mais nostálgico...

 

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Sociedade

A sociedade que continuamos a criar, com as injustiças conhecidas...

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Reflexão-José Pacheco Pereira

JPPereira in Abrupto

Em Agosto ou em Setembro, passada a vaga de conflitualidade social, vão ver como milhares de pessoas vão para a "requalificação", como o aumento dos horários de trabalho vai servir para tornar excedentária muita gente e como, sejam professores ou contínuos, todos vão estar no mesmo barco do olho da rua.

Eu continuo a achar que a decência mobiliza muito mais do que a "escola pública" e que tem a enorme vantagem de toda a gente perceber quase de imediato o que é. E tem ainda a vantagem de ser fácil explicar, e de ser fácil de compreender por toda a gente, que é indecente o que se está a fazer aos funcionários públicos e aos professores. E assim socializar o mesmo tipo de revolta que muitos dos actuais alvos do Governo sentem, porque ela não é diferente da que tem muitos milhões de portugueses. Digo bem, milhões. Não é coisa de somenos

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Filmes "diferentes"- Into the wild

Depois de ter oferecido, em tempo, este filme, creio que ao Filipe, foi tempo de o ver...
Mais um para adicionar à pequena colecção dos filmes inabituais; pelo tema, pelo desfecho, por Hal Holbrook (grande, grande!!), enfim pela incerteza da opção...

Séries-Dexter

 A continuação...

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Reflexão-Marinho Pinto


Marinho Pinto in JN jun2013

O que se passa na substância das coisas é que há dois tipos de advogados estagiários: os que tiraram uma licenciatura e os que a compraram nos saldos de Bolonha. Os primeiros suportam facilmente o incómodo de qualquer avaliação porque sabem que serão aprovados; os outros fazem tudo o que podem para não ser avaliados porque, obviamente, sabem que reprovarão. Enquanto eu for bastonário, a OA não venderá cédulas profissionais de advogado como algumas universidades têm estado a vender diplomas de licenciatura em Direito.

Quanto à decisão do tribunal que, sem ouvir a OA, acolheu a providência cautelar, o mínimo que se poderá dizer é que ela não passa de uma espécie de ornitorrinco judicial resultante de um inadmissível «cruzamento de chocas» que se acumulam nos computadores dos nossos magistrados.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Reflexões-JASaraiva


JASARAIVA no Expresso 


P.S. – A co-adopção, aprovada na passada sexta-feira na AR, suscita uma pergunta: por que razão uma alínea constitucional, às vezes muito datada, precisa de uma maioria de 2/3 para ser alterada, e questões civilizacionais, com séculos de tradição, podem ser modificadas através de uma maioria simples? Refiro-me à co-adopção, ao casamento gay ou à projectada eutanásia.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Reflexão - Saragoça da Matta


Saragoça da Matta no jornal "i" (31.05.2013)

 
Mas é preciso não esquecer que por trás das figuras de proa que conduziram a coisa pública houve milhares de co-autores e cúmplices dos desmandos. A maioria dos responsáveis, porém, porque a igualdade por cá é o que é, não sofrerá a sorte dos seus concidadãos. É que as subvenções mensais vitalícias, as reformas por inteiro ao fim de oito ou nove anos e as reformas douradas da parapolítica, são afinal os únicos direitos adquiridos que não podem ser extintos. Os outros, que se amanhem!

Cinema-Jean Stapleton


Character actress Jean Stapleton, who died May 31 at age 90, worked for half a century in theater, television, and movies, but by far her most memorable role was as Edith Bunker, who helped introduce change to the American living room by inviting America into her own on All in the Family.

 
http://www.youtube.com/watch?v=RVkr81jeKF8

terça-feira, 28 de maio de 2013

Séries

Recordando e vendo o que não vi na altura. Dexter (s01), 24 (S01), The Tudors (s01 e s02)



sexta-feira, 24 de maio de 2013

Sociedade-reflexão (LBC)

Não percebo como é que se pode ser Membro do Conselho de Estado, supostamente a mais importante instituição consultiva do Estado, e falar em público como alguns falam, em simultâneo.
Se calhar, nada nos Estatutos o impede..


quinta-feira, 23 de maio de 2013

Música-Jon Anderson and Rick Wakeman


Reflexão-J.A.Saraiva no Sol

Cansados da normalidade - Opinião - Sol

As sociedades humanas estão em permanente mudança. Há uma mudança subterrânea, invisível, e outra visível, que se processa à luz do dia. Os países mudam, os regimes mudam, as cidades mudam, as pessoas mudam, os hábitos mudam.

Entre as mudanças visíveis, há uma muito notória e superficial: a que diz respeito à moda. A moda no vestuário muda permanentemente, para obrigar as pessoas a comprar. Até às últimas décadas do século XX, a moda mudava de cinco em cinco anos, ou de dez em dez. Recordo a revolução das minissaias, que se mantiveram muito tempo in, e as calças à boca-de-sino, que ainda usei na minha juventude e que duraram uns bons anos.

Agora, porém, a mudança é estonteante. Ainda uma moda não foi totalmente assimilada e já está a aparecer outra. Dos shorts curtíssimos nas mulheres, a meio das nádegas, passa-se num ápice para as saias até aos pés; dos modelos de sapatos terminados em bico acentuado passa-se para os arredondados, fazendo lembrar os das campónias de há 30 anos; dos sapatos rasos, tipo sabrinas, passa-se às plataformas que põem mais 10 cm na altura das proprietárias.

O mesmo fenómeno de moda observa-se nas novas tecnologias, ‘obrigando’ os fashion dependentes a trocar permanentemente de smartphone ou de tablet.

O que é preciso é estimular o consumo.

Claro que esta febre consumista entra em choque frontal com o período de crise que estamos a viver. Há um conflito entre a vertigem do consumo e a necessidade de cortar nas despesas. Que talvez seja resolvido pela baixa significativa dos preços e não pela redução abrupta do consumismo. As lojas dos chineses e afins (onde se vendem calças a 3 euros!) têm aqui uma boa oportunidade.

Mas as mudanças que me interessam mais têm a ver com as pessoas e os seus hábitos. Não é só o que vestem – mas também como vestem e como se comportam.

Olhemos para os piercings, por exemplo. Quando era criança, impressionavam-me as imagens de tribos africanas onde os nativos apareciam com os narizes, as orelhas ou os lábios furados com adornos. Essas fotos ficaram-me na memória como símbolos de formas primitivas de civilização.

Ora qual não é o meu espanto quando as vejo surgir de rompante nas ruas das nossas cidades. Quando começo a ver pessoas com argolas no nariz, nas orelhas e na língua, sobretudo os que também as usam nos mamilos, no umbigo e até no sexo!). E com as tatuagens sucedeu o mesmo. Antes, praticamente só se viam tatuagens nos soldados que iam para África, para a guerra colonial – ostentando nos braços frases como «AMOR DE MÃE», ou corações com o nome da mulher ou da namorada.

Mas agora é um ver-se-te-avias. Há pessoas com o corpo literalmente coberto de tatuagens. Há jogadores de futebol em que não se vê um centímetro de pele nos braços. Para muita gente, a nudez deixou de ser nudez. Um homem ou uma mulher despem-se e parecem continuar vestidos, com os corpos cobertos de inscrições. Além de que ficam com um aspecto sujo, mal lavado.

E que dizer dos cabelos? Na geração dos meus pais, os homens usavam meia dúzia de penteados, se tanto: risca ao meio (já rara), risca ao lado e cabelo penteado para trás. Depois havia os carecas, que tentavam disfarçar a calvície puxando os raros cabelos para tapar as zonas despovoadas.

A grande revolução capilar foi feita pelos Beatles – que apareceram com os cabelos compridos, tipo pajens. Os jovens deliraram, e milhões em todo o mundo usaram cabelo ‘à Beatle’. Porém, subitamente, começaram a aparecer pessoas com a cabeça rapada à navalha. Primeiro eram os militantes de extrema-direita, os skin- heads. Mas depois a moda alastrou a todos os quadrantes, com particular adesão na classe os futebolistas. Não sei como fazem para ter aquelas carecas brilhantes e luzidias. Raparão o cabelo a si próprios? Ou irão ao cabeleireiro todos os dias (como alguns cavalheiros antigos que frequentavam diariamente o barbeiro para fazer a barba e arranjar as unhas, seduzindo de caminho as manicuras)?

Depois das carecas rapadas à navalha, apareceram os penteados meticulosamente despenteados, ou seja, cabeças que parecem acabadas de sair do duche. E há ainda os escalpes: parte da cabeça rapada e outra por rapar. E as cristas. Que há muito tempo víamos nos filmes de cowboys e índios – não me passando pela cabeça que ainda haveria de ver pessoas com o cabelo assim passeando tranquilamente pelos centros comerciais.

Há muitos outros hábitos que me parecem aberrantes. A moda dos ténis desapertados ou da fralda da camisa de fora. Antes, era um sinal de aprumo os rapazes terem a camisa dentro das calças. A minha avó dizia-me constantemente, quando eu chegava esbaforido a casa depois de ter passado horas a jogar à bola na rua: «Mete a fralda para dentro». Ter a camisa de fora era sinónimo de desleixo.

Hoje, pelo contrário, usar a camisa fora das calças é um sinal de modernidade. Melhor ainda é vestir um pullover e deixar a camisa a sair por baixo. Em termos lógicos, não faz o mínimo sentido: o lógico seria a camisa entrar nas calças – e depois o pullover cobrir tudo, não deixando entradas de ar. É o mesmo que se faz na construção civil, cobrindo as juntas.

Mas este desleixo calculado não se observa só nos cabelos despenteados ou na fralda de fora – observa-se também na roupa rota. Ou melhor: na roupa que se compra já rota, como se fosse velha. Parece absurdo, mas é verdade: fabricam-se peças de roupa nova – e depois estragam-se deliberadamente na fábrica para parecerem usadas. Já não falo dos cintos apertados muito abaixo da cintura, que obrigam os utilizadores a andar de pernas abertas para as calças não caírem.

O problema é que todos estes fenómenos vão no mesmo sentido. E não se diga, ingenuamente, que são sinais de mudança. Eles revelam uma crise muito profunda, uma civilização decadente. São sinais de cansaço de uma sociedade que atingiu o apogeu e que, já não sendo capaz de evoluir ou de se reinventar, tem de regredir, andar para trás.

Regride para formas primitivas – como as tatuagens ou os piercings.

Regride para o desleixo planeado, como a fralda ostensivamente de fora, os cabelos cuidadosamente despenteados ou a roupa deliberadamente rota.

Regride nos costumes.

A nossa civilização cansou-se da normalidade e há nela uma vertigem de destruição. Que se nota no vestuário, nos hábitos, até na conflitualidade política – que atinge níveis anormais. Nenhuma sociedade pode sobreviver muito tempo com os níveis de conflitualidade política que temos neste momento em muitos países do Ocidente, a começar por Portugal.
Hoje sente-se uma volúpia de derrubar barreiras, quebrar valores, partir tudo. Caminhamos na direcção do caos. A questão está em saber se vamos mais depressa ou mais devagar

terça-feira, 21 de maio de 2013

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Sociedade-Reflexão


Joao Marcelino in DN 19.05.2013

Depois da interrupção voluntária da gravidez, do casamento homossexual e de outras leis "progressistas", aí temos a coadoção por casais com o mesmo sexo. Se se aprovar a despenalização das chamadas "drogas leves", na rede de quiosques que o Bloco gostaria que fosse criada, ficaremos mesmo um país fantástico. Falido mas muito moderno. Quem não pensar assim é, obviamente, retrógado, provavelmente um fascista...

Desporto-SCP (Leonardo Jardim)

"O freguês que se segue"...