DB - Dia -1?...
Tantas linhas, tantos sinais. E o céu tão azul :).
Que linhas se abrirão? Que sinal se porá?
Warten wir mal ein biSSchen...:), ruhig, kaum, langsam.
Warten, ja gut, weil die sonne gleich uber kommt :)
Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, em relação ao universo, ainda não tenho a certeza absoluta. (Einstein) But the tune ends too soon for us all (Ian Anderson)
sexta-feira, 15 de março de 2013
quinta-feira, 14 de março de 2013
terça-feira, 12 de março de 2013
segunda-feira, 11 de março de 2013
almoço Jody Jakob
Almoço com Jody Jakob. Ainda não foi desta que conhecemos a "G".
Fica para Maio...
O almoço na tasca do Barbas não soube bem.
Decididamente "restaurantes bons" já sabíamos que estavam extintos (O Nunes, o Batatinha, o italiano da Talassoterapia, etc.).
Agora que os "Restaurantes médios" entraram em fase de extinção é que não sabia...
O vinho verde estava frio e sem pico. Os ovos com farinheira com um sabor diferente do que costumavam ter; a salade de polvo, com pouco polvo e muitos acessórios; o choco frito para o rijo; aproveitaram-se os pimentos e o queijinho de nisa. Pouco, muito pouco!
Fica para Maio...
O almoço na tasca do Barbas não soube bem.
Decididamente "restaurantes bons" já sabíamos que estavam extintos (O Nunes, o Batatinha, o italiano da Talassoterapia, etc.).
Agora que os "Restaurantes médios" entraram em fase de extinção é que não sabia...
O vinho verde estava frio e sem pico. Os ovos com farinheira com um sabor diferente do que costumavam ter; a salade de polvo, com pouco polvo e muitos acessórios; o choco frito para o rijo; aproveitaram-se os pimentos e o queijinho de nisa. Pouco, muito pouco!
Reflexão-Alberto Gonçalves
Elogios
da Loucura
O que falta dizer sobre Hugo Chávez que ainda não tenha sido dito? Quase tudo. Embora as convenções aconselhem a não insultar um morto recente, o bom senso dispensaria a veneração respeitosa que por aí vai, mais adequada a um santo do que a uma personagem pouco recomendável.
Imagine-se um insignificante militar transformado em agitador, que jovialmente mistura a leitura de três citações de Marx com a incarnação de Simon Bolívar, por acaso um ódio particular daquele. Imagine-se que o agitador promove sucessivas conspirações "anticapitalistas" até tentar, e falhar, um golpe de Estado. Imagine-se que, após breve passagem pela cadeia, regressa à agitação e, mediante um talento inato para o populismo, alcança finalmente o poder pela via democrática, que se apressa a demolir de modo a perpetuar o seu reinado. Imagine-se que não falamos de Berlim em 1933, mas de Caracas em 1998: eis Chávez, cujas semelhanças com o velho führer terminam aí.
Privado da força necessária, Chávez não invadiu os seus inimigos, limitando-se a atirar-lhes adjectivos e fúria analfabeta. No resto, só moderadamente difamou e perseguiu a comunidade judaica, só se aliou a líderes psicopatas para efeitos simbólicos e só causou estragos em terceiros no que toca à paciência. Se descontarmos certa influência nas repúblicas das bananas vizinhas, a acção devastadora de Chávez circunscreveu--se à Venezuela, que sob o carismático da praxe viu suprimida a liberdade de expressão, incrementada a violência (oficial e civil), saqueada a propriedade privada, potenciada a corrupção e reduzida a economia à estrita dependência do petróleo, o qual, mal por mal, impediu a bancarrota absoluta. Os simpatizantes de ditaduras aplaudem as "políticas sociais", leia-se as migalhas com que a nomenclatura do regime, crescentemente multimilionária, comprou os votos dos miseráveis. Em determinadas franjas do Ocidente do século XXI, o estereótipo do "pai da pátria" continua a suscitar ternura.
Sem surpresas, em Portugal o falecimento de Chávez não ajudou a lembrar estas trivialidades. A generalidade dos media, vergada ao alegado fascínio do "comandante", tratou a coisa com desmesurada pompa e inusitado detalhe, decidindo esclarecer-nos pela enésima vez que um tirano, logo que prospere à custa da invocação dos oprimidos, é um "revolucionário". Quanto à classe política indígena, que ao dito alto nível já celebrara Chávez em vida (ver, por favor, a comenda atribuída por Jorge Sampaio, as vénias de Mário Soares e a admiração aparentemente sincera de José Sócrates), resolveu cobrir o ditador de elogios fúnebres, menos grotescos à direita (o "amigo de Portugal", de acordo com Paulo Portas) do que à esquerda (o combatente do "liberalismo e do capitalismo selvagem", de acordo com Alberto João Jardim).
Em qualquer dos casos, as opiniões são irrelevantes: a obra de Chávez revela-se no seu legado, desde os herdeiros políticos que recuperam a hilariante tese do cancro infligido (pelos EUA, claro) ao típico encobrimento da doença (há um par de semanas, a Embaixada da Venezuela acusou-me de exagerar a respectiva gravidade), desde o cortejo de luminárias presentes no funeral (Ahmadinejad, o segundo Castro e o sr. Lukashenko da Bielorrússia tiveram dieito a lugares de primeira fila; Kadhafi não durou o suficiente) até ao embalsamento do cadáver (à semelhança, garantiu o sucessor Nicolás Maduro, "de Ho Chi Min, Lenine e Mao Tsé-tung"). Por enquanto, a loucura folclórica do "chavismo" sobrevive ao seu mentor.
Domingo, 3 de Março
Navio ao fundo
Apesar de Vítor Gaspar repetidamente errar nas previsões e falhar os objectivos, durante muito tempo achei-o um sujeito rigoroso. Provavelmente por causa do modo de falar e do conteúdo do que dizia. Num país empenhado em torturar a língua e numa classe em que a língua é sequestrada todos os dias a benefício de conversa fiada, confesso desde já a minha parcialidade por qualquer político que se exprima num português seco, com as palavras contadas e bem medidas. O desemprego ultrapassou as piores estimativas? Pois ultrapassou. A receita fiscal ficou bastante aquém do esperado? Pois ficou. A recessão duplicou as antevisões? Pois duplicou, embora a serenidade técnica do dr. Gaspar ao constatar estas pequenas desgraças transmitisse a ideia de que, sem ele, as desgraças seriam ainda maiores. Dito de maneira diferente, o dr. Gaspar parecia-me diferente dos seus pares. Parecia.
O idílio terminou no momento em que o ministro das Finanças afirmou o seguinte: "Portugal é um povo de marinheiros capaz de superar tormentas." Repito, para que uma eventual gralha não desvirtue semelhante parvoíce: "Portugal é um povo de marinheiros capaz de superar tormentas." O que significa isto? Em teoria, nada. Na prática, significa que o dr. Gaspar se rendeu, ou ameaça render-se, ao charlatanismo lírico que caracteriza a retórica política caseira. Talvez estivesse num dia mau. Porém, não merece desculpas.
Não haja dúvidas. Sempre que um governante comete uma alusão à gesta dos descobrimentos, à epopeia marítima, às gentes que deram novos mundos ao mundo e aos sonhadores que viram para além do Bojador, é certo que o sujeito ficou sem argumentos ou nunca os teve logo de início. O recurso ao patriotismo, para cúmulo se "fundamentado" em proezas remotas, é um sinal manifesto de abdicação. Invocar Vasco da Gama para compensar as massas do saque fiscal é tão pertinente quanto isentar os gregos da loucura despesista mediante referências a Aristóteles. Trata-se de um logro e, pior, de um aviso: quando o habitualmente circunspecto dr. Gaspar adopta a veneração das glórias do passado é lícito recear que até ele percebeu a miséria do presente e desistiu de remendar o futuro.
Os protestos contra a troika, coitada, são uma coisa. As confissões do Governo, mesmo que dissimuladas, são outra. Não é por arruadas "transversais" convocadas pela CGTP ou pelo Bloco que se emenda isto, mas a resignação ridiculamente disfarçada do ministro das Finanças sugere que isto não tem emenda.
Quinta-feira, 7 de Março
As histórias do dr. Soares
Não sou monárquico, mas dado o gabarito dos nossos republicanos praticamente não sobra alternativa. Mário Soares, um dos mais notáveis representantes da espécie, decidiu avisar o Governo que, se não se demitir "a bem" (cito), sairá "a mal, com o povo indignado, como sucedeu no fim da monarquia".
Nem mais. É do conhecimento geral que a república não foi um motim concebido por umas dúzias de rústicos do Rossio. E que a população se levantou em peso para festejar o advento da democracia autêntica. E que o partido dominante do novo regime se perpetuou quase ininterruptamente no poder sem a ajuda de fraudes. E que a liberdade de expressão, a tolerância e o progresso constituíram os pontos fortes dos senhores que tomaram conta disto. E que a estabilidade política e social então iniciada influenciou um século de prosperidade de que ainda beneficiamos.
Agora a sério, é rara a semana em que o dr. Soares não se esforce por provar que a sabedoria da idade é uma força de expressão e, com frequência, uma completa patranha. Nesta e noutras questões, a pergunta que se impõe é: o dr. Soares pretende enganar quem? E a resposta é: descontados três ou quatro fervorosos da Carbonária, provavelmente apenas a si próprio. Por mim, gosto que a imprensa corra a ouvi-lo a pretexto de diversos assuntos, e só lamento que não o faça a pretexto de todos.
Julgo ser consensual a expectativa em ouvir a opinião abalizada do dr. Soares acerca de: receitas de sushi, campeonatos da bola, o bosão de Higgs, a sucessão de Ratzinger, aromoterapia, energia nuclear, séries do canal HBO, candeeiros do Ikea, o novo álbum de John Grant, depressão pós-parto, técnicas de betonagem e literatura russa. Em tempos de crise, duvido que rir seja exactamente o melhor remédio. Porém, é um óptimo paliativo.
Alberto Gonçalves in DN 10.03.2012
O que falta dizer sobre Hugo Chávez que ainda não tenha sido dito? Quase tudo. Embora as convenções aconselhem a não insultar um morto recente, o bom senso dispensaria a veneração respeitosa que por aí vai, mais adequada a um santo do que a uma personagem pouco recomendável.
Imagine-se um insignificante militar transformado em agitador, que jovialmente mistura a leitura de três citações de Marx com a incarnação de Simon Bolívar, por acaso um ódio particular daquele. Imagine-se que o agitador promove sucessivas conspirações "anticapitalistas" até tentar, e falhar, um golpe de Estado. Imagine-se que, após breve passagem pela cadeia, regressa à agitação e, mediante um talento inato para o populismo, alcança finalmente o poder pela via democrática, que se apressa a demolir de modo a perpetuar o seu reinado. Imagine-se que não falamos de Berlim em 1933, mas de Caracas em 1998: eis Chávez, cujas semelhanças com o velho führer terminam aí.
Privado da força necessária, Chávez não invadiu os seus inimigos, limitando-se a atirar-lhes adjectivos e fúria analfabeta. No resto, só moderadamente difamou e perseguiu a comunidade judaica, só se aliou a líderes psicopatas para efeitos simbólicos e só causou estragos em terceiros no que toca à paciência. Se descontarmos certa influência nas repúblicas das bananas vizinhas, a acção devastadora de Chávez circunscreveu--se à Venezuela, que sob o carismático da praxe viu suprimida a liberdade de expressão, incrementada a violência (oficial e civil), saqueada a propriedade privada, potenciada a corrupção e reduzida a economia à estrita dependência do petróleo, o qual, mal por mal, impediu a bancarrota absoluta. Os simpatizantes de ditaduras aplaudem as "políticas sociais", leia-se as migalhas com que a nomenclatura do regime, crescentemente multimilionária, comprou os votos dos miseráveis. Em determinadas franjas do Ocidente do século XXI, o estereótipo do "pai da pátria" continua a suscitar ternura.
Sem surpresas, em Portugal o falecimento de Chávez não ajudou a lembrar estas trivialidades. A generalidade dos media, vergada ao alegado fascínio do "comandante", tratou a coisa com desmesurada pompa e inusitado detalhe, decidindo esclarecer-nos pela enésima vez que um tirano, logo que prospere à custa da invocação dos oprimidos, é um "revolucionário". Quanto à classe política indígena, que ao dito alto nível já celebrara Chávez em vida (ver, por favor, a comenda atribuída por Jorge Sampaio, as vénias de Mário Soares e a admiração aparentemente sincera de José Sócrates), resolveu cobrir o ditador de elogios fúnebres, menos grotescos à direita (o "amigo de Portugal", de acordo com Paulo Portas) do que à esquerda (o combatente do "liberalismo e do capitalismo selvagem", de acordo com Alberto João Jardim).
Em qualquer dos casos, as opiniões são irrelevantes: a obra de Chávez revela-se no seu legado, desde os herdeiros políticos que recuperam a hilariante tese do cancro infligido (pelos EUA, claro) ao típico encobrimento da doença (há um par de semanas, a Embaixada da Venezuela acusou-me de exagerar a respectiva gravidade), desde o cortejo de luminárias presentes no funeral (Ahmadinejad, o segundo Castro e o sr. Lukashenko da Bielorrússia tiveram dieito a lugares de primeira fila; Kadhafi não durou o suficiente) até ao embalsamento do cadáver (à semelhança, garantiu o sucessor Nicolás Maduro, "de Ho Chi Min, Lenine e Mao Tsé-tung"). Por enquanto, a loucura folclórica do "chavismo" sobrevive ao seu mentor.
Domingo, 3 de Março
Navio ao fundo
Apesar de Vítor Gaspar repetidamente errar nas previsões e falhar os objectivos, durante muito tempo achei-o um sujeito rigoroso. Provavelmente por causa do modo de falar e do conteúdo do que dizia. Num país empenhado em torturar a língua e numa classe em que a língua é sequestrada todos os dias a benefício de conversa fiada, confesso desde já a minha parcialidade por qualquer político que se exprima num português seco, com as palavras contadas e bem medidas. O desemprego ultrapassou as piores estimativas? Pois ultrapassou. A receita fiscal ficou bastante aquém do esperado? Pois ficou. A recessão duplicou as antevisões? Pois duplicou, embora a serenidade técnica do dr. Gaspar ao constatar estas pequenas desgraças transmitisse a ideia de que, sem ele, as desgraças seriam ainda maiores. Dito de maneira diferente, o dr. Gaspar parecia-me diferente dos seus pares. Parecia.
O idílio terminou no momento em que o ministro das Finanças afirmou o seguinte: "Portugal é um povo de marinheiros capaz de superar tormentas." Repito, para que uma eventual gralha não desvirtue semelhante parvoíce: "Portugal é um povo de marinheiros capaz de superar tormentas." O que significa isto? Em teoria, nada. Na prática, significa que o dr. Gaspar se rendeu, ou ameaça render-se, ao charlatanismo lírico que caracteriza a retórica política caseira. Talvez estivesse num dia mau. Porém, não merece desculpas.
Não haja dúvidas. Sempre que um governante comete uma alusão à gesta dos descobrimentos, à epopeia marítima, às gentes que deram novos mundos ao mundo e aos sonhadores que viram para além do Bojador, é certo que o sujeito ficou sem argumentos ou nunca os teve logo de início. O recurso ao patriotismo, para cúmulo se "fundamentado" em proezas remotas, é um sinal manifesto de abdicação. Invocar Vasco da Gama para compensar as massas do saque fiscal é tão pertinente quanto isentar os gregos da loucura despesista mediante referências a Aristóteles. Trata-se de um logro e, pior, de um aviso: quando o habitualmente circunspecto dr. Gaspar adopta a veneração das glórias do passado é lícito recear que até ele percebeu a miséria do presente e desistiu de remendar o futuro.
Os protestos contra a troika, coitada, são uma coisa. As confissões do Governo, mesmo que dissimuladas, são outra. Não é por arruadas "transversais" convocadas pela CGTP ou pelo Bloco que se emenda isto, mas a resignação ridiculamente disfarçada do ministro das Finanças sugere que isto não tem emenda.
Quinta-feira, 7 de Março
As histórias do dr. Soares
Não sou monárquico, mas dado o gabarito dos nossos republicanos praticamente não sobra alternativa. Mário Soares, um dos mais notáveis representantes da espécie, decidiu avisar o Governo que, se não se demitir "a bem" (cito), sairá "a mal, com o povo indignado, como sucedeu no fim da monarquia".
Nem mais. É do conhecimento geral que a república não foi um motim concebido por umas dúzias de rústicos do Rossio. E que a população se levantou em peso para festejar o advento da democracia autêntica. E que o partido dominante do novo regime se perpetuou quase ininterruptamente no poder sem a ajuda de fraudes. E que a liberdade de expressão, a tolerância e o progresso constituíram os pontos fortes dos senhores que tomaram conta disto. E que a estabilidade política e social então iniciada influenciou um século de prosperidade de que ainda beneficiamos.
Agora a sério, é rara a semana em que o dr. Soares não se esforce por provar que a sabedoria da idade é uma força de expressão e, com frequência, uma completa patranha. Nesta e noutras questões, a pergunta que se impõe é: o dr. Soares pretende enganar quem? E a resposta é: descontados três ou quatro fervorosos da Carbonária, provavelmente apenas a si próprio. Por mim, gosto que a imprensa corra a ouvi-lo a pretexto de diversos assuntos, e só lamento que não o faça a pretexto de todos.
Julgo ser consensual a expectativa em ouvir a opinião abalizada do dr. Soares acerca de: receitas de sushi, campeonatos da bola, o bosão de Higgs, a sucessão de Ratzinger, aromoterapia, energia nuclear, séries do canal HBO, candeeiros do Ikea, o novo álbum de John Grant, depressão pós-parto, técnicas de betonagem e literatura russa. Em tempos de crise, duvido que rir seja exactamente o melhor remédio. Porém, é um óptimo paliativo.
Alberto Gonçalves in DN 10.03.2012
quinta-feira, 7 de março de 2013
Sociedade-tempos difíceis
Animais: há uns que são proibidos de entrar, há outros que não sabem escrever, e há outros que não sabem onde escrever...
terça-feira, 5 de março de 2013
Sociedade - ...de consumo
Mais dois videos enviados pelo FGradil, e que nos obriga a pensar, sobre a forma actualíssima, mas retorcida e sempre justificável, como ... "evoluímos".
...a pensar; a pensar??
...a pensar; a pensar??
Sociedade-A Dona Adelia
A importância, do que não parece ser importante, para os importantes media...
http://www.sabado.pt/Opiniao/Alberto-Goncalves/Dona-Adelia.aspx
http://www.sabado.pt/Opiniao/Alberto-Goncalves/Dona-Adelia.aspx
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Engenharia-A Sagrada Família
Acho que o appeal deste video, resulta de um conjunto de factores; a começar pelas paisagens iniciais e pelo piano melódico e nostálgico; a identificação com a obra de engenharia (e arquitectura) que ali está; o filme em si. E, claro, a forma diferente...desta forma :)
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Reflexão-(Igreja)Luis Seara Carvalho Melo
Não, não há razão para ser bluff nenhum pá…
A instituição católica é uma das mais prodigiosas instituições
de poder político que a humanidade criou, desde há cerca de 1700 anos!!! Não
sei se o mandarinato chinês se reclama duma longevidade superior, mas é
provavelmente A INSTITUIÇÃO POLÍTICA QUE MAIS PERDURA NAS SOCIEDADES HUMANAS!
Verdadeiro Poder, férreo e sanguinolento, sem qualquer contemplação perante os
seus adversários, embora se pretenda representante duma vaga inspiração humanista
designada como cristianismo, que vai evoluindo ao sabor dos tempos… Este poder,
para se manter, sempre impôs uma intolerância brutal contra tudo o que não
servisse a instituição (inquisições, cruzadas, profissões de fé, etc, etc ),
atitudes típicas dos poderes opressivos e territoriais. E assim perduraram
século após século, até aos dias de hoje, onde ainda representam um poder muito
significativo, mas em profunda decadência.
Desde um determinado Concílio no séc. III ( que não recordo o
nome ) contemporâneo de Constantino, que oficializou esta ‘religião’ como poder
de estado Imperial , que as linhas mestras deste poder se arquitectaram em
várias componentes anti-natura para os seus funcionários: celibato forçado,
anti-sexualidade, impedimento de acesso das mulheres aos lugares da
estrutura, total dogmatismo, etc, etc.
1700 anos depois estas aberrações ainda perduram e dão origem a
todos estes ‘desvios’, que sempre foram uma constante na Igreja Católica -
pedofilias, homossexualismo, corrupção generalizada, espírito inquisitório,
legiões de filhos não reconhecidos, etc, etc… Vista à distância, é uma
instituição de poder corrupto e ditatorial tão pouco recomendável como as
outras que arvoram os vários ‘ismos’ que sempre subjugaram as populações.
Nos dias de hoje, da aldeia global, da sociedade da informação,
do ateísmo generalizado, os podres destas instituições milenares ( onde incluo
o Islamismo ) são cada vez mais insustentáveis e anacrónicos. Este
papa, com quem eu embirrava particularmente, é um bom sintoma disso: as
constantes fugas de informação criaram-lhe uma tal pressão que ele só viu um
caminho, raríssimo, ‘para a sua salvação’: BATER COM A PORTA E IR-SE EMBORA…
Vamos ver o que nos reservam os próximo episódios desta
Instituição…
Luis Seara Carvalho Melo
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Sociedade-Relvas "nn"
É assim; desde logo o local não foi bem escolhido pelo dito. Depois, o dito, em vez de ficar calado e sossegado, não, desatou a acompanhar os cantantes (...). Depois, os manifestantes não gostaram que ele se juntasse à cantadura. Depois, o moderador, e da forma que se viu, interveio a despropósito. Depois,...enfim, morreram as vacas e ficaram os bois...
Não temos remédio. Nem uns, nem outros...
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Sociedade-Reflexão (F.José Viegas in A Origem...)
No blog "A origem das espécies" de Francisco josé Viegas
No Estado, o absurdo não paga imposto?
por FJV, em 14.02.13
Reflexão (LBC) - Compreendo a razão de ser do problema, o que está por trás, e o objectivo da medida. Mas já não entendo como é que se pretende mudar, de um momento para o outro, a cabeça do português.
Isto claro, se for possível...
Também me parece que FJV, com a sua literacia, teria outra abordagem alternativa...
Ok, fica na história. Mas,...já lá estava.
Sociedade-Loureiro dos Santos
Visão geoestratégica e geopolítica mundial, sempre atenta, do General Loureiro dos Santos, em 31.01.2013, na Culturgest
http://vimeo.com/58726901
http://vimeo.com/58726901
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
Música-Sigur Ros
No Campo Pequeno, em 14.02.2013, com a Isa, lá fomos ver a banda islandesa Sigur Ros.
Já há uns tempos que não íamos a um espectáculo destes. E ao Campo Pequeno nunca tinha ido.
Que diferença, e que saudade dos cinemas de há quarenta anos, quando estávamos sentados à vontade, sem roedores a comer, ou a beber cerveja à nossa volta! Sem a luz incomodativa dos telemóveis a filmar tudo.
Os espectadores estão, praticamente, todos uns em cima dos outros. É a sociedade do "mais um bocadinho", neste caso do mais um bocadinho apertado para caberem mais cadeiras para facturar.
Depois aplaudem e assobiam por tudo e por nada. É a banalização do elogio.
Valeu o espectáculo e a música diferente, que estes rapazes e raparigas divulgam.
A importância da percussão com dois percussionistas (para lá do baterista), do pormenor, do preencher dos buraquinhos com um sininho ou com um tímbalo, é sinal de que esta banda tem muito trabalho, para lá de algum barulho" (...) que sempre faz parte destas manifestações.
Descobri-a há uns três anos, no bar dos surfistas na Caparica, numa daquelas manhãs de sábado e/ou domingo, em que me vingo, e procuro ler tudo o que não li durante a semana, e aproveitar aquela vista única do mar.
Passou o Hoppipolla, um video diferente, com uma grande história por trás. Os idosos a fazer traquinices, pequenas diabruras, desde tocar às campaínhas e fugir, a desenhar (lindos) graffitis, a roubar a peça de fruta, a dar uns pontapés nos caixotes de lixo, enfim, pequenas tropelias comparadas com aquilo a que assistimos. E, claro, a música em crescendo.
A partir daí fiquei fã.
Confirmei ontem.
(Claro que nem tudo correu bem; esqueci-me de carregar a bateria da máquina, pelo que tirei apenas meia dúzia de fotos, na parte em que ainda tinham uma cortina à frente do palco...a única que se aproveitou foi a nossa)
Já há uns tempos que não íamos a um espectáculo destes. E ao Campo Pequeno nunca tinha ido.
Que diferença, e que saudade dos cinemas de há quarenta anos, quando estávamos sentados à vontade, sem roedores a comer, ou a beber cerveja à nossa volta! Sem a luz incomodativa dos telemóveis a filmar tudo.
Os espectadores estão, praticamente, todos uns em cima dos outros. É a sociedade do "mais um bocadinho", neste caso do mais um bocadinho apertado para caberem mais cadeiras para facturar.
Depois aplaudem e assobiam por tudo e por nada. É a banalização do elogio.
Valeu o espectáculo e a música diferente, que estes rapazes e raparigas divulgam.
A importância da percussão com dois percussionistas (para lá do baterista), do pormenor, do preencher dos buraquinhos com um sininho ou com um tímbalo, é sinal de que esta banda tem muito trabalho, para lá de algum barulho" (...) que sempre faz parte destas manifestações.
Descobri-a há uns três anos, no bar dos surfistas na Caparica, numa daquelas manhãs de sábado e/ou domingo, em que me vingo, e procuro ler tudo o que não li durante a semana, e aproveitar aquela vista única do mar.
Passou o Hoppipolla, um video diferente, com uma grande história por trás. Os idosos a fazer traquinices, pequenas diabruras, desde tocar às campaínhas e fugir, a desenhar (lindos) graffitis, a roubar a peça de fruta, a dar uns pontapés nos caixotes de lixo, enfim, pequenas tropelias comparadas com aquilo a que assistimos. E, claro, a música em crescendo.
A partir daí fiquei fã.
Confirmei ontem.
(Claro que nem tudo correu bem; esqueci-me de carregar a bateria da máquina, pelo que tirei apenas meia dúzia de fotos, na parte em que ainda tinham uma cortina à frente do palco...a única que se aproveitou foi a nossa)
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