(sublinhados pessoais)
Lua eclipsa o Sol, Belém não eclipsa o socialista
E quando aqueles “não-socialistas” garantiam que Seguro, em Belém, não faria fretes ao PS… Pois é: o PR enviou a Lei do Retorno e Asilo para o Tribunal Constitucional. Aí têm o vosso Tozé, tonhós!
Se calhar já não foram a tempo — e faço aqui, em solidariedade, aquele gesto de “dinheiro”, esfregando polegar e indicador — de aceitar a minha sugestão de férias da semana passada, Nova Iorque. Nada temam, ex-clientes da agência Abreu que aqui, sim, encontram boas dicas de destinos de férias. Hoje trago uma sugestão nova, muito mais quentinha, em especial nas últimas semanas. Querem conhecer todo o exotismo de mil anos de história, vivos em cada tradição de Marrocos? Visitem Ceuta!
A cidade espanhola é o destino certo para vocês. Pedro Sánchez e os media tradicionais — mas repito-me — garantem que todos os invasores já voltaram à origem o que, traduzido de PSOÊs para português, significa que permanecem em Ceuta milhares de novos imigrantes ilegais, muitos deles de origem não-marroquina, que Marrocos recusa aceitar de volta ao seu território. Oportunidade única, portanto, para uma experiência multicultural imersiva que dispensa passaporte. Desde que o turista esteja disposto a dispensar também a carteira ao virar da primeira esquina. A “taxa turística” à chegada não será de descurar mas, em contrapartida, os voos devem estar bem baratinhos.
E resolvido esse pequeno inconveniente de um “cheque out” logo no check-in, o resto só pode correr bem. Afinal, não é óptimo viajar ligeiro no verão?! Só é pena as senhoras da família não poderem viajar tão ligeiras, uma vez que passear ao sol com o reposteiro da sala só com dois buraquinhos para os olhos, a fazer as vezes de saída de praia, será mesmo a forma mais prudente de se movimentarem pela cosmopiolhita Ceuta.
Muito à conta destes estupendos avanços civilizacionais promovidos por toda a sorte de políticos europeus nas últimas décadas, a fascista veterana e primeira-ministra de Itália, Georgia Meloni, desencaminhou a fascista-nova e primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, para um comunicado conjunto a defender uma política migratória europeia mais estrita, com mais expulsões de imigrantes sem direito legal de permanência.
Agora, como é que a Mussolina meteu a Mette, colega de bancada do PS e do PSOE no Parlamento Europeu, nestas lides fascistas, é para mim um mistério. Terá sido bruxedo? Eh pá, essa é uma hipótese até um bocadinho misógina, associada a crenças ridículas que vitimaram tantas mulheres ao longo da história. Sem dúvida, esta hipótese fica descartada. O que desconhecia era que, também para as senhoras, o canto da sereia fascista representa uma tentação irresistível que conduz à perdição.
Nomeadamente à perdição — espera-se, digo eu — do direito de incontáveis e ilegais imigrantes se passearem livremente por essa Europa fora a distribuir amostras caríssimas de fundamentalismo islâmico. Sim, que muito longe vão os tempos em que a confiança permitia a descontraída expressão “De borla, até injecções na testa”.
Uma coisa é garantida: a base desta nova parceria M&M — a mais relevante desde o lançamento da versão amendoim do famoso chocolate — não foi decerto o bom senso, uma vez que o nosso referencial de imunidade a tais cantorias encantatórias, o nosso Ulisses de Belém, António José Seguro, permanece, Sanchíssimo, a despachar Leis do Retorno e Asilo para o Tribunal Constitucional. A Lua até pode eclipsar o Sol, mas Belém não eclipsará nunca o mais alto socialista da Nação.
E porque recordar é viver e, amiúde, ficar extra-deprimido, quem se lembra de todos aqueles “não-socialistas” que garantiam, em vésperas de eleições presidenciais, que um futuro Presidente Seguro jamais faria fretes ao PS uma vez que até era inimigo de António Costa e tudo? Aí têm o vosso Tozé, tonhós!

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