sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Reflexão - O aeroporto (LBC)

 


(sublinhados pessoais)

ok...Que gente é esta?



"No final, saberemos quanto custa e como se paga". Custo do novo aeroporto não será conhecido antes da conclusão do projeto, diz Pinto Luz

Pinto Luz garante "total transparência" mas sem números por agora. ANA quer extensão da concessão além de 2062 e Governo pede antecipação da abertura para 2034.


JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, admitiu esta segunda-feira que o custo do Novo Aeroporto de Lisboa (NAL) não será conhecido “enquanto o projeto não estiver definido”.

“No final, saberemos quanto custa e como se paga, com total transparência”, prometeu o governante durante uma intervenção na VIII Cimeira do Turismo Português, que decorreu esta segunda-feira em Lisboa.


De acordo com o previsto, o relatório financeiro do NAL será entregue pela ANA em janeiro de 2027 e o relatório final em janeiro de 2028, tendo o ministro das Infraestruturas afirmado que uma decisão final será tomada num prazo de três meses.

“No final do primeiro trimestre de 2028, tomaremos a decisão de convidar ou não a ANA e arrancaremos com a construção”, disse ainda, referindo que o Governo e a concessionária têm mantido “um estreito diálogo permanente”.


Contudo, a construção do NAL será feita “com premissas claras” e “será com investimento 100% privado. Desse modelo de financiamento não abdicamos”, acrescentou.

No painel seguinte, o presidente da administração da ANA, José Luís Arnaut admitiu que a concessionária está interessada em estender a concessão dos aeroportos nacionais para além do prazo atual, que termina em 2062, uma vez que o pedido para aumentar as taxas aeroportuárias nas infraestruturas sob a sua gestão foi recusado.

Segundo explicou, alargar a concessão irá “atenuar estes muitos milhares de milhões de euros de investimento que a ANA se dispõe a adiantar ao Estado português”, numa infraestrutura cuja propriedade “reverte para o Estado”.

“São capitais próprios do grupo Vinci, com o risco total de tráfego a ficar do lado da ANA”, disse ainda.

Apesar de a previsão da ANA apontar para que a abertura do NAL aconteça só em 2035/36, Pinto Luz afirmou que, numa carta enviada à concessionária, o Governo pediu “um esforço coletivo no sentido de antecipar para 2034” a aterragem do primeiro avião em Alcochete.


Questionado mais tarde sobre esta matéria, José Luís Arnaut, admitiu que a concessionária “partilha dos mesmos interesses do Governo desde que os prazos sejam encurtados”.

Disse que se as entidades envolvidas na apreciação do projeto do NAL, como a APA, ICNF e o próprio Ministério das Finanças encurtarem os seus próprios prazos, “o começo da obra também será encurtado”.

Segundo acrescentou, se o ministro das Infraestruturas exercer a sua “influência política” junto dessas entidades, para “agilizar os prazos dentro da legalidade”, será possível encurtar os prazos.

O projeto do Novo Aeroporto de Lisboa, apresentado em julho, avançou com uma estimativa de 7,9 a 8,9 mil milhões de euros para custear a obra.

O presidente da administração da TAP, Carlos Oliveira, disse no mesmo painel que a TAP só deverá adequar a sua operação ao NAL quando o relatório final for conhecido, no início de 2028, e que neste momento a principal preocupação da companhia é “o preço do jet fuel”, que tem vindo a disparar desde o início da guerra no Médio Oriente.

No painel que antecedeu o debate sobre o NAL, Pedro Machado, secretário de Estado do Turismo, juntamente com António Brochado Correia, presidente da PwC Portugal e Miguel Maya, presidente executivo (CEO) do Millennium bcp, debateram o turismo em Portugal no âmbito da nova conjuntura internacional.

Em análise, estiveram os números que suportam o crescimento do turismo em Portugal, com os oradores a defender a necessidade de se continuar a criar “melhor valor” em vez de captar “mais turistas ou dormidas”.


Observador - A nazificação do passado europeu (Rui Ramos)

 


(sublinhados pessoais)

A nazificação do passado europeu

Para a ONU, o infante D. Henrique teria sido um Himmler, Vasco da Gama um Goering, Camões um Goebbels, e o ultramar português um campo de extermínio como Auschwitz.

O tráfico de escravos e a escravidão não singularizam as nações europeias na história da humanidade: o que as singularizou foi terem sido elas, antes de qualquer outra civilização, a proibir o tráfico e a abolir a escravidão. Poderiam, por isso, esperar algum reconhecimento. Mas não. É ao contrário: a assembleia geral da ONU, a 25 de Março, identificou os europeus como os únicos culpados do tráfico de escravos, e exige-lhes, duzentos anos depois, “reparações”.

Tudo isto é absurdo, e desde logo o princípio de litigar o que aconteceu há séculos. Mas mesmo aceitando esse anacronismo, a incongruência persiste. As potências muçulmanas do Médio Oriente tiraram tantos escravos de África como os europeus. Porque é que a Turquia ou o Omã não são interpelados? E porque é que, além dos descendentes dos compradores europeus de escravos, não são convocados os descendentes dos vendedores africanos de escravos, como a rainha Nzinga de Angola, sem os quais não teria havido tráfico?

O objectivo é político e muito claro: culpar o Ocidente. O método também é óbvio. A resolução da ONU classifica o tráfico de escravos africanos no Atlântico pelos europeus como “o mais grave crime contra a humanidade” na história do mundo. É fácil de ver onde se quer chegar, ao usar termos outrora reservados ao extermínio dos judeus pela Alemanha nazi: tratar os europeus como se todos tivessem sido sempre nazis e tudo o que fizeram no mundo equivalesse ao holocausto. O infante D. Henrique teria sido um Himmler, Vasco da Gama um Goering, Camões um Goebbels, e o ultramar português um campo de extermínio como Auschwitz. Aos europeus, restaria uma maneira de se redimirem: renegarem o seu passado, e aceitarem que são os únicos povos que no mundo não têm direito à continuidade histórica nem à soberania política.

Quando percebemos isto, percebemos que o problema não são as ditaduras africanas. É a esquerda revolucionária ocidental, e o ascendente que adquiriu através do wokismo: a linguagem da resolução da ONU é sua. Para a extrema-esquerda, a criminalização do passado ocidental serve dois fins: levar os ocidentais a desligarem-se das identidades e instituições que assentam nesse passado, e que são factores de resistência às revoluções que a extrema-esquerda gostaria de promover; e dissuadir os imigrantes do Terceiro Mundo de se integrarem em sociedades assim expostas como as mais abjectas da história. Num Ocidente reduzido a um aglomerado de populações sem nada de comum entre si, umas cheias de culpas e outras de ressentimentos, as revoluções voltariam a ser possíveis.

Mas não é só a esquerda revolucionária. Ao seu lado, estão os idiotas úteis de um eurocentrismo às avessas, convencidos de que o destino da Europa é agora expiar todos os pecados do mundo, e uma velha oligarquia cobarde e oportunista, que trata as “reparações” como uma simples e manhosa concessão ao “ar do tempo”, para facilitar traficâncias com ditadores. De facto, não nos devemos indignar com quem exige desculpas e reparações, mas com quem não é capaz de as recusar, como os Estados europeus que se abstiveram na votação da ONU e agora andarão a negociar com o Gana. O governo português já negou estar a negociar. Mas Portugal foi um dos Estados que se absteve na ONU, isto é, que não teve a sabedoria e a coragem de defender o seu passado e os seus valores. Nada ameaça tanto a democracia e o Estado de direito no Ocidente como estas oligarquias moral e intelectualmente desarmadas, e por isso incapazes de guardar e valorizar a história das nações ocidentais.


Cartoon - Larson

 




Reflexão - LBC (sobre as reparações históricas)

 Então...porque se absteve na ONU?

Tempos difíceis...