domingo, 30 de agosto de 2015

sábado, 29 de agosto de 2015

Reflexão-Augusto (JJFS)

(Comentário do AJJ a propósito da desclassificação da Telma no recente Campeonato Mundial em Astana)
Vi aqui: https://www.youtube.com/watch?v=9AZJTmCZago
Pareceu-me um pouco forçado, já que para mim não é muito evidente que a acção tenha visado directamente a aplicação da chave em pé, o que é ilegal, parecendo-me mais que a pega se tinha soltado e que ela tentou controlar o braço a caminho do chão, mas prevaleceu o princípio da protecção dos atletas.
Também eu fui uma vez desclassificado numa competição, porque para evitar ser projectado sobre as costas do adversário, coloquei a minha perna direita no interior da perna direita do adversário, e se fosse só isso seria permitido, mas também varri a perna na minha direcção, e isso sendo perigoso deu castigo máximo (desclassificação). Como era cinto amarelo e maçarico, fiquei surpreendido…
Mas aquilo que aconteceu à Telma, naqueles tempos não era banido. Até me lembro de treinarmos chaves em pé. Isto agora está muito mais restritivo para evitar lesões. E de facto, em treinos, várias vezes fiquei magoado (sem gravidade), por causa desse tipo de chave aplicada em pé.
Acho bem que tenha sido banido da competição. Aplica-se só em contexto de rua…
Outra coisa que mudou muito no judo de competição foi a interdição de projectar agarrando as pernas. Penso que o Judo ficou mais puro, apesar de se ter perdido a possibilidade de aplicar algumas técnicas do Gokio. Isto foi mudado porque muitos dos atletas de leste que praticam também uma arte de luta livre, quase exclusivamente recorriam a esse tipo de golpes, além de que também obrigava o atacante a precaver-se contra determinados contra-ataques, baseados no agarrar das pernas. Tenho gostado mais de ver estes combates com as novas regras, pois estão mais espectaculares em termos de projecções.
Abç
Augusto Ferreira da Silva

domingo, 23 de agosto de 2015

Livros lidos - Cartas a um jovem cientista







Desporto-Os paraolímpicos (ver post de 20.08.2012)

(Notícia de 23.08.2015)

Federação Internacional de Atletismo proíbe atletas com próteses em Mundiais

nova regra coloca um ponto final na discussão gerada em torno da participação do paralímpico sul-africano Óscar Pistorius, amputado das duas pernas, em competições de atletismo regular.

A Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF) decidiu hoje proibir, a partir de novembro, a participação de atletas com próteses nos Mundiais.
"Foi aprovada uma regra técnica", disse o secretário-geral da IAAF, referindo que "os atletas que utilizam próteses podem participar em competições próprias".
A nova regra coloca um ponto final na discussão gerada em torno da participação do paralímpico sul-africano Óscar Pistorius, amputado das duas pernas, em competições de atletismo regular.
Depois de ter recusado a participação de Pistorius, por considerar que o sul-africano poderia ser beneficiado pelo uso de próteses, a IAAF acabou por autorizar a sua participação em Jogos Olímpicos e Mundiais.
Em 2011, nos Mundiais disputados em Daegu, na Coreia do Sul, Pistorius, que se encontra a cumpri pena de prisão pelo homicídio involuntário da namorada, integrou a estafeta dos 4x400 metros que conquistou a medalha de prata.

Comentário (LBC)
Em 20.08.2012, há cerca de três anos, insurgi-me contra a participação de Óscar Pistorius nos 
Jogos Olímpicos de Londres (ver post no meu blog, na altura), por achar que as condições entre concorrentes, não eram as mesmas. Era uma inustiça para todos.
Porque será que continuamos escravizados à cultura do "coitadinho"? Porque será que temos de emitir, sempre, determinadas opiniões em função e em articulação com o pensamento do "pobrezinho, ele não é igual a nós"? Tenho um tremendo respeito por quem não é igual a mim, seja física seja intelectualmente. E, ao mesmo tempo, um medo terrível de ficar de alguma forma diminuído!  Isto independentemente de, se calhar, muitos deles serem bem mais felizes com a "sua infelicidade" do que eu. Mas não posso deixar de achar que brada aos céus que se tenha deixado cometer esta injustiça, ou seja, a participação de um paraolímpico em provas "normais". Então porque não o contrário, ou só "este é que tem hipóteses de ganhar aos outros"?? Então, porque apenas este? Então porque apenas nesta disciplina? Então, então, entao??
Espero que continue a ter a disponibilidade física e intelectual que sempre tive. Mas se por algum acontecimento deixar de ter, nao posso deixar de lamentar, e de recordar como "a componente física" sempre desempenhou um papel determinante na minha vida. 
Até lá serei coerente!
Arre, será que é preciso um curso superior para ver o que é evidente??
Gosto de ter razão antes de tempo! Dá-me um gozo especial...

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Prendas Inquilinos

 Mais uma prenda original de um casal polaco que ficou na Fernão Magalhães

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Sporting-CSKA (2-1)

Uma pena! Aliås, várias! Para começar, pena pela escassez do resultado. Mas o que é certo, é que a eficácia continua a ser uma pecha tanto no SCP como no futebol nacional. Depois, pena pela existência de mais uma maozita marota que não foi vista pelo género "arbitral" e que tirou o 2-1 a Slimani. Fosse golo, e quem sabe o que se seguiria? Ou não?? Pobre argelino, o que ele espumava!! De seguida pena pelo empenho dos jogadores não correspondido no resultado.

Pena final para parte da clique benfiquista que insiste na tecla de amachucar o Sporting. Nos dias anteriores, e depois da novela dos sms, lembraram-se de processar o JJ por "n" razões, a começar pelo incumprimento contratual (Junho). Só se compreende ou pela falta de resultados com o consequente desvio das atenções, ou pela existência de "mutismo superior", ou seja, quem cala (Vieira) consente.

Qual a cena que se seguirá?

Não descansam, aquelas alminhas.

 

 

sábado, 15 de agosto de 2015

desporto-golo de SanJose (Athletic)



Porque é um grande golo, porque revela cabeça, característica tão rara num jogador de futebol, porque tem uma técnica superior (o pontapé "à inglesa", logo a seguir ao domínio de uma bola rechaçada daquela maneira), porque é contra o Barça que está na mó de cima depois de vencer a Supertaça, porque o Athletic é uma equipa que recruta apenas jogadores de três distritos bascos contrariando o mal que vai pelo mundo de industrialização desregrada do futebol, porque, porque, porque...
Entretanto cá, começou o Campeonato Nacional, e o Sporting, esse recém candidato ao título e que entrou em paranóia com a conquista da Supertaça, viu-se e desejou-se para ganhar ao Tondela, recém promovido. O costume...

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Supertaça Europeia (Barcelona 5 -Sevilha 4)

Há coisas curiosas. Depois da Supertaça Nacional, ganha pelo Sporting sobre o Benfica por 1-0, vi ontem cerca de 60 minutos da Supertaça Europeia entre o Barcelona e o Sevilha, que este último perdeu por 4-5. As expectativas criadas à volta da nossa Supertaça, as dezenas e dezenas de horas que se consumiram, as linhas que se escreveram, os comentários que se fizeram, tudo à volta de um jogo medíocre com um resultado escasso, um espectáculo sem chama, e com um futebol pobre.
Ontem, por contraste, foi ver já um jogo que se pode considerar bom, apesar de as equipas ainda estarem de regresso de férias.
Na verdade não sei se são "tempos difíceis", se "somos pequeninos" ou, como costumo dizer deslumbrado pelo inusitado do evidente: o rei vai nu!
Que pré-época de futebol! Mas pior, que época que atravessamos para endeusar algo tão efémero como um jogo de futebol, desta maneira!

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Supertaça 2014/2015 (Sporting 1 - Benfica 0)

Supertaça 2015 para o SCP
Conforme disse há cerca de quinze dias ao ZÉ Azevedo, no seguimento dos resultados negativos da pre-época do Benfica, a Supertaça era o primeiro teste a sério da temporada 2015/2016. Os resultados da pré época valem, quanto a mim, pouco.
E ontem assim foi!
Ganhou o SCP e, quanto a mim, bem. Dos dois era o que estava menos mal. Da próxima poderá ser o oposto. Espero que não. Espero ter, como ontem, paciência para ver o jogo todo.
Independentemente de todos os lances polémicos que existiram, desde o golo mal anulado (quanto a mim bem, já que é quase imperceptível, para quem decide, se o jogador está offside ou não?), ao pênalti não marcado ao Gaitan (curioso que ele nunca chegaria à bola que adiantou premeditadamente, mas ninguém falou disso!), passando pelo número de cartões amarelos não mostrados para "não estragar o jogo" mas que poriam elementos de um lado e de outro fora de campo, pareceu-me que o SCP esteve melhor. E sim, o SLB pareceu-me que não teve equipa.
Agora acabou. E vai começar a época. A verdadeira! Sim, porque, e para manter a minha costumada coerência, isto não passou de um jogo, decidido num determinado momento. Quem estiver menos mal, conforme já referi, é que ganha! Agora há que garantir a entrada na Liga dos Campeões. E isso sim, é um passo importante. Muito, mas muito mais importante do que "uma Supertaça".
E depois há o mais importante de tudo; o Campeonato. E aí há que ser regular, sempre. E se possível ganhá-lo. Difícil ambos os objectivos, especialmente este último. Um empate na primeira jornada com um recém promovido não seria bom agoiro...
Difícil, difícil, mesmo impossível de alcançar, será ter um Presidente e um treinador serenos, cordiais, com um discurso elevado, só dizendo o necessário, com a cloaca obstipada, não enterrando o trabalho da equipa. Ontem no final do jogo, ambos estiveram "no seu melhor", "à sua altura". Que para já é baixita, entenda-se!
Mas as coisas são como são!
No Campeonato e na qualificação para a Liga dos Campeões ainda tenho uma certa esperança. Neles, não! Pode ser que me engane...

Luiz Boavida Carvalho

sábado, 1 de agosto de 2015

Reflexão-Hugo Gonçalves


Revistas cor-de-rosa

Devemos suspender aquilo em que acreditamos, bem como os nossos princípios, porque faz calor, estamos de férias, vamos à praia e comemos mais peixe grelhado? Pode até ser aceitável que nos apeteça, durante um par de semanas, não saber que crianças morrem na Síria. Todos temos direito a um alívio da engrenagem inelutável do planeta e do imperfeito comportamento dos homens, mas há limites para o estado de alienação e para a apetência para a estupidez.
Há alguns anos que deixei de folhear as revistas cor-de-rosa (que prefiro chamar, daqui em diante, de revistas cor de merda, esperando ser assim mais fiel ao seu conteúdo), e nunca fui vulnerável aos argumentos "é só para passar o tempo", "para me rir um bocado", "isto não faz mal a ninguém". Mas faz. Em primeiro lugar, além de danificarem a língua portuguesa e todas as árvores cortadas para fazer papel, estas publicações mentem, descarada e impunemente, compram fotos amadoras de telemóvel, tiradas à socapa e com má-fé, e ainda que os seus "jornalistas" tenham carteira profissional, são uma versão atualizada das alcoviteiras, protagonistas do pequeno poder dos porteiros de discoteca com aspirações a Tony Soprano.
As notícias do internacional são escolhidas de acordo com a qualidade das fotos de agência (mulheres bonitas) ou com a esqualidez das mesmas (a bebedeira de um famoso). As legendas e os textos são muitas vezes inventados, sem qualquer matéria factual.
Quando se trata de atualidade nacional, trabalham um pouco mais, vão aos eventos patrocinados por marcas, em que atrizes de novela são pagas para sorrir sempre que um flash dispara. Os seus fotógrafos-abutres escondem-se nas dunas da praia (que triste profissão) para conseguir captar um par de mamas célebre ou insinuar a homossexualidade de alguém usando eufemismos tão tolos como repetidos ad nauseam - "Foram vistos em clima de cumplicidade."
Na praia, ouvi um grupo que comentava a hospitalização de uma jornalista, a quem morreu o filho no ano passado, dedicando-se a fazer juízos ou alegando "ela pôs-se a jeito". Não se trata apenas de voyeurismo sem danos. E mesmo aqueles que se põem a jeito - parece, por exemplo, que há famosos que combinam com os paparazzi -, não cancelam a obrigação, de quem faz jornalismo, de ter cuidado com aquilo que escreve. Porque assinar um texto numa revista não é o mesmo que ser inquisidor do Santo Ofício. Ter acesso a certas pessoas não é o mesmo que fazer parte da vida íntima dessas pessoas.
O que as revistas cor de merda fizeram com essa jornalista, que aparece agora em todas as capas, é a exploração do luto e do desespero, a falta de compaixão e respeito pelo outro, a vontade de espremer para sair mais sangue e lágrimas e desgraça. E toda essa porcaria transfere-se para aqueles que, no consultório do dentista ou no areal, suspendem a decência e se lambuzam na miséria glamorizada, em páginas tão brilhantes e cortantes que nem servem para limpar o rabo.
Se fico intrigado por saber como esses jornalistas, editores e fotógrafos dormem à noite, também me espanta que os leitores justifiquem ser cúmplices de algo sujo. Lixo vai haver sempre, já se sabe, e quem é que abdica totalmente do prazer culpado de comer um Big Mac, usar roupa barata feita por operários explorados ou participar numa conversa sobre o divórcio de um casal hollywoodesco? Poucos serão monges austeros da virtude, mas, então, que os leitores dessas revistas sejam mais como os defensores da tourada que, estando completamente errados, celebram orgulhosamente o sangue e o sofrimento com que regozijam. Comprar e ler essas publicações, mesmo na dormência do verão, não é apenas entretenimento, é uma cobardia preguiçosa.
Embora com rodagem suficiente para saber evitar certos lugares, fui bater com as costas num desses bares da moda do Algarve, e percebi que estava numa espécie de materialização das revistas cor de merda: ex-mulheres de futebolistas, estrelas de reality show que ainda não perceberam que nenhum homem deveria usar gel depois dos 13 anos, um serviço arrogantemente mau e garrafas de champanhe que eram levadas para a mesa com um pauzinho flamejante, porque o exibicionismo parolo é mais um acessório a juntar ao carro e ao relógio gigante.
É certo e sabido que, tal como o universo, a estupidez humana se expande continuamente. Mas a leveza do verão não é o mesmo que uma licença para a burrice e o mau carácter; abraçar a efemeridade do prazer não exige um estilo de vida tão falso e pomposo como uma carteira Fendi dos chineses.
No dia seguinte, entrei numa estação de serviço e reparei numa prateleira vazia: as revistas cor de merda tinham esgotado. Não foi preciso muita investigação. Encontrei-as todas na praia.
P.S. - Obviamente, e apesar da diferença do formato, o Correio da Manha (sem til) e a Correio da Manha TV fazem parte da mesma espécie.

Hugo Gonçalves no DN