quinta-feira, 17 de novembro de 2016

VetVals (15.11.2016)

Em 15.11.2016
Em pé da esquerda:Amorim, Zé Azevedo, Machado, Piedade, Orestes, LCosta e Pires
Em baixo da esquerda:
Alfredo, eu, Manuel Oliveira Mário Guerra e Luis Miranda











Bem, já que ninguém comenta, cá vai: se, nesta foto, eu tivesse de escolher "grandes jogadores", faria isso, sem dificuldade. Feriria susceptibilidades, sem dúvida. Somos assim, ansiamos que nos reconheçam como os melhores de entre os bons. Não temos capacidade de reconhecer o quão melhor podem ser os outros, quando de confrontação de capacidades pessoais se trata.

Mas, não! Prefiro, e porque é isso que hoje em dia de mais importante mantêm este núcleo, prefiro, dizia eu, escolher qual o gajo mais porreiro. E aqui é que a porca torce o rabo. Não consigo fazê-lo.

Até terça...;)

Courier Internacional



quinta-feira, 10 de novembro de 2016

domingo, 30 de outubro de 2016

Reflexão - vários

Mas para que é que um cidadão se anda a sacrificar para tirar uma licenciatura, um mestrado ou um doutoramento se, depois, quando chega ao mercado de trabalho, vê que as regras do jogo estão viciadas, que as juventudes partidárias ou outras capelinhas e corporações é que decidem tudo? Onde estão os tão falados “elevadores sociais”, que deveriam permitir carreiras limpas e transparentes?

José Milhazes (Observador) sobre as licenciaturas falsas de elementos do governo PS

Dizem os políticos que o culto dos super-portugueses, desproporcionado e tolo, serve para encorajar a ralé que por aqui miseravelmente se arrasta a grandes cometimentos, que a seu tempo salvarão a Pátria. Não ocorre a ninguém que as maiores façanhas nacionais não passam de um murmúrio que só ouve uma minúscula parte da humanidade e não têm o menor efeito fora do pequeno país que por má sina nos calhou. Pelo contrário, os super-portugueses animam o indígena a viver vicariamente a glória alheia ou a fugir de cá a sete pés. Afinal Ronaldo joga no Real Madrid, Mourinho treina o Manchester United e António Guterres não é secretário da Associação 25 de Abril.

Vasco Pulido Valente (Observador)

João Lobo Antunes

 

 

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Reflexão - LBC (Livrarias)





Enquanto que as nossas livrarias fecham e são substituídas por moderníssimas lojas de conveniência (??), tipo hamburgueria ou loja de telemóveis, os americanos desenham e exultam as deles (desenhos no "The New Yorker").
Cá vamos, cantando e rindo!...





Reflexão - LBC












Não, não é mentira. e não estamos no primeiro de abril.
A malta é mesmo estúpida, sofre de clubite aguda - e neste caso de "Vermelhidão ruborosa com metástases generalizadas no que ainda resta do cerebelo -, com "prognóssstique" ( já não é "diagnóssstique"...), muitíssimo reservado!
Tudo é mau, desde a pergunta - Quem tem fabricado os melhores produtos de formação em Portugal? - , à resposta, passando pela forma como é formulada.
E tudo dito com ar um ar empante, formal e sério, de quem encomendou o estudo a Harvard ou a Cambridge. Enfim, o habitual país de detentores de cátedras, licenciaturas e outros, nas Universidades do "lá vai um", entre um lambimento de botas e um salto à política.
Em complemento, a cambada de génios  (a percentagem de 70% é inequívoca!...) que deu a resposta, pertence àquele espectro tão típico tuga, que fica facilmente desequilibrado logo que uma ténue linha de encarnado se lhes posta na frente.
Consola-me, finalmente, e até me dá muito gozo, contemplar a altivez e o ar sério que aquela cambada de cretinos e ignorantes pôem no comentário. Honra seja feita, e para citar um de cada, ao prof. Júlio Machado Vaz do SLB, ao dr. Rogério Alves do SCP e aos momentos de boa disposição que o Manuel Serrão (dantes...) me dava.


Ninguém me ajuda a fugir daqui??

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Reflexão - José Manuel Oliveira Antunes

Se algo hoje é evidente à escala mundial, é o declínio da importância dos governos e das instituições democraticamente eleitas face aos grandes conglomerados de empresas multinacionais, devidamente sustentadas pelo sistema financeiro. Se alguma coisa a globalização mostrou é que se os gatos têm sete vidas, o capitalismo tem oito.
O que, neste momento, está em causa é a fusão de duas entidades que resultará numa única que controlará 30% dum sector tão decisivo. E, se for seguida de uma outra compra ou fusão de igual dimensão, colocará quase toda a produção mundial de alimentos ao alcance de meia dúzia de pessoas, reunidas num qualquer escritório de Xangai ou Leverkusen

sábado, 10 de setembro de 2016

Reflexão - LBC (a selecção nacional)

(escrito durante o campeonato Europeu depois dos jogos com a Islândia e a Austria na fase de qualificação)

Hoje em dia, não sei o que me exaspera mais neste mundo do futebol:
-Se ter consciência das verbas envolvidas, por oposição a outras opções de cariz social que, para o razoável dos mortais, seriam bem mais urgentes;
-se me aperceber  da discrição, senão quase impunidade, com que os sucessivos casos de corrupção no meio são resolvidos;
-se ouvir as campanhas publicitárias a bebidas alcoólicas e não só, que se montam em torno da selecção, apelando ao instinto consumista da plebe;
- se as horas e horas de considerações com que meia dúzia de pseudo-letrados, proto-doutores e recém - empoleirados no futebol, tergiversam nos diferentes programas, sobre o fenómeno, antes e depois do mesmo;
- se assistir, impotente, à ensaiada ansiedade com que se promove e preenche os 7 ou 8 canais de televisão antes do início da refrega;
-se, durante a mesma, ter de ouvir a quantidade de comentários patetas a que as dúzias de comentadores são obrigados;
- se aguentar a irritante calma (desplante?) e aparente falta de velocidade com que William Carvalho ou André Gomes jogam;
-se tremer com a falsa segurança de Ricardo Carvalho ou de Rui Patrício;
-se recear as sucessivas entradas de Pepe;
-se não compreender a opção da entrada de Rafa a três (!) minutos do final do jogo;
- se ter de ver o consecutivo e persistente "azar" de Ronaldo na selecção;
- se ter de aguentar os esgares e sorrisos de superioridade de CR7 para com os adversários (colegas de profissão) que, regra geral, não se convertem em algo tangível;
- se lamentar o ror de oportunidades que temos, mas nunca concretizamos;
- se, apesar de gostar de Fernando Santos, não entender a forma como promoveu a selecção neste Campeonato, aumentando as expectativas;
- se ouvir outros treinadores, como o Islandês, com low-profile, ponderado e sem grandes parangonas, a dizer comuns e cruéis verdades;
-se ter de ouvir o trava-língua consecutivo das "grandes equipas" que dizem que defrontamos;
- se sentir esta incapacidade em contrariar a consciente, premeditada e acintosa manipulação com que os media da praça insistem em nos fazer crer que somos uma grande potência do futebol;
- se ter a convicção de que Islândia e Áustria são equipas que não têm futebol comparável ao nosso;
-se ter a frustração de não se ver, consecutivamente, a concretização da suposta superioridade da nossa selecção;
- se me sentir consciente da minha opção em afastar do mundo do futebol, mas não o conseguir fazer definitivamente, ainda por cima "por isto";
- se não conseguir encontrar eco do meu desencanto daquela realidade, nos inúmeros amigos que tenho, excepção feita a alguns que o acabam por reconhecer após a excitação.

Não sei o que me irrita mais!
Se o "azar" que sucessivamente nos persegue, se ter a consciência da equipa que (não) temos, se a aculturação a que, voluntariamente, todos nós nos temos vindo a remeter!

Depois do empate com a Islândia, este com a Áustria. Ou são, na verdade, duas grandes equipas que jogam de igual para igual connosco - outra grande equipa -, ou nós não somos, afinal, a equipa que pensamos que somos, empatando com outras da nossa igualha.

Ou então foi o árbitro...

Ou o gato da vizinha!...

Luiz Boavida Carvalho

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Nuno Trancoso

O Zé Luis telefonou-me a informar do falecimento do irmão, o Nuno.