(sublinhados pessoais, intransmissíveis e deliciosos!)
Lucrar em vez de delirar contra os EUA
Trump pode ter sido o disruptor desagradável, mas necessário para travar a deriva despesista esquerdista europeia, mas Rubio pode vir a ser o arquiteto do Ocidente revigorado.
De Boston, onde residimos, observamos com uma mistura de perplexidade e satisfação financeira o abismo que separa a retórica dos comentadores portugueses da realidade imparável da economia americana. Para o investidor atento, o prognóstico é simples: cada vez que em Lisboa ou Bruxelas se profetiza o “fim da América” é mais uma oportunidade para reforçar a carteira bolsista americana! Para quem como nós investe na realidade e verdade, a ficção e falsidade dos comentadores aí contra os EUA são uma dadiva que agradecemos. Não só nos rimos dos delírios contra os EUA em praticamente todas as TVs e jornais lusos, como ainda por cima lucramos com tal ignorância coletiva. Chegamos a ver painéis em Portugal de 4 comentadores a ascenderem, num turbilhão conjunto, para um espaço louco hiperbólico, cada vez mais distante da realidade, como afirmarem que Gengis Khan anda à solta aqui nos EUA. Não há um único entre eles que realmente viva nos EUA reais para os chamar à terra e sanidade. O contraditório é proibido. Assim, para quem investe, tais comentadores são analistas ou corretores bolsistas gratuitos e uteis… se fizermos exatamente o contrário do que nos dizem.
Cada vez que na europa se profetiza o apocalipse americano, a NASDAQ (bolsa tecnológica americana) entra em promoção com saldos curtos (de poucos dias a um mês) de cerca de 10% de queda geral. Isto para logo depois subir a pique dada a realidade americana de liderança astronómica na inovação tecnológica. Sumarizamos infra o padrão de quedas temporárias recentes ligadas ao pessimismo e maledicência europeia contra a América. Estas serviram de excelente ponto de entrada ideal para comprar ainda mais ações americanas.
O delírio europeu antiamericano versus a realidade bolsista americana:
Outubro de 2024: “Se os Republicanos forem eleitos será o fim da economia.” Só no dia a seguir às eleições presidências a NASDAQ subiu 3%. Desde aí cresceu 44%.
Janeiro de 2025: “O DeepSeek chinês é o fim da IA americana.” Durante um dia ou dois as ações de companhias tecnologias líderes como a Nvidia estiveram em saldos de quase 20%. Desde aí a NASDAQ valorizou-se 37%.
Março de 2025: “As tarifas vão destruir Wall Street e a economia mundial.” Foi um mês de saldo para as ações, mas desde aí a NASDAQ aumentou 30%.
Outubro 2025: “A bolha da IA americana vai rebentar porque eles gastam muito em centros de dados” Desde aí até agora a NASDAQ ganhou 18%.
Março de 2026: “Os EUA estão a ser humilhados pelo Irão.” Só em abril essa “humilhação” rendeu 8% para quem comprou ações nos saldos de março.
Em cada um destes momentos de pânico televisivo europeu hiperbolizado em Portugal, comprámos ações americanas. Esperemos que 2027 traga um terceiro março consecutivo de saldos na bolsa a seguir a disparates europeus sobre os EUA. Enquanto alegados intelectuais europeus discutiam a “decadência americana”, aqui acumulávamos bons retornos em simples índices NASDAQ e ganhos enormes até 1.000% (os famosos ten-baggers) nas ações das empresas que constroem o futuro tecnológico americano ligado à Inteligência Artificial: desde a ARM que faz chips com baixo consumo de energia, ou a Broadcom que faz a ligação entre chips, passando pela Lumentum ou Coherent que fazem a condução dos dados em fibra ótica, até à Vertiv e Confort systems que fazem ar condicionado refrigerado para os centros de dados de IA.
É que ao contrário dos ignorantes delirantes aí, nós aqui testemunhamos uma imparável inovação tecnológica e pujança empreendedora desde a acima referida inteligência artificial à maravilhosa biotecnologia que luta contra doenças neurodegenerativas, entre tantas outras áreas. Enquanto em Portugal se enchem as páginas dos jornais com insultos contra os EUA aqui em Boston vimos a Summit Therapeutics ou a Akero, por exemplo, a criarem mais riqueza num semestre de iniciativa privada americana do que décadas de subsídios europeus em Portugal. Aqui o mercado premeia novos tratamentos para o cancro do pulmão, não a submissão de mais um formulário fiscal para mais uma taxa ou subsídio. Vivemos aqui numa sociedade ocidental capitalista e de livre mercado geradora de excelentes companhias que promovem o bem público e respetivos empregos individuais bem pagos. Segundo dados recentes do FMI, o americano medio ganha o dobro anual do europeu medio e quase o triplo do português medio; cerca de 80 mil euros, 40 mil euros e 30 mil euros, respetivamente.
Além disso há uma prosperidade geral através das contas de poupança e reforma ligadas à espantosa bolsa americana. Tudo isto aumenta ainda mais a divergência de riqueza entre americanos e europeus. Não admira que sejam os americanos, quando se reformam, muitas vezes bastante mais cedo que os portugueses (vide o movimento FIRE), a comprarem as melhores casas em Portugal. A justiça social mora cada vez mais nos EUA e cada vez menos na Europa cheia só de conversa social, mas com a pobreza cada vez mais alastrada e salários nivelados por baixo.
O segredo da maior prosperidade social americana é simples: a inovação tecnológica não quer saber da regulação asfixiante de uma Europa socialista e híper-taxadora. No mercado livre, o mérito e o esforço ditam as regras. Na bolsa americana a pujança continua imparável, esta semana foi a oferta publica de ações da Cerebras que fabrica o maior chip do mundo e em breve virão também os IPOs titânicos das ainda privadas OpenAI do ChatGPT, Anthropic do Claude e SpaceX.
A américa tem um futuro fantástico pela frente que a europa também pode ter se parar para refletir e aprender em vez de só, com uma arrogância ignorante e inexplicável, criticar. Seria, portanto, útil que em vez de só criticarem os EUA, os nossos comentadores parassem para refletirem no quão iludidos estão ou no quanto nos querem iludir e empobrecer ainda mais.
A degeneração económica da Europa socialista em relação à américa capitalista é assustadora. Os americanos podem não ter um líder ideal, mas livraram-se do “Costismo-Sanchismo” globalista socialista miserabilista wokista europeu encarnado por Kamala Harris nos EUA. Viram os resultados cada vez mais desastrosos de tais políticas desde Portugal e Espanha à Venezuela e Cuba, passando pela degeneração aterradora de cidades inglesas ou americanas outrora fantásticas como Manchester, Birmingham, LA, San Francisco, Seattle, Portland, Chicago, ou Minneapolis que caíram na mão de tais camaradas esquerdistas. Esperemos que o mesmo não aconteça a Londres e Nova Iorque que também já entraram em processo de degeneração socialista extremada à esquerda.
Felizmente para o mundo e para os investidores, na America o futuro líder é fantástico. Chama-se Marco Rubio, talvez venha a ser o líder perfeito. Rubio é de centro-direita pois os pais, fugidos de cuba para os EUA onde ele nasceu, explicaram-lhe a miséria resultante dos contos de fadas comunistas esquerdistas. Se Trump é um martelo pneumático, Rubio é uma luva de veludo. Rubio diz as mesmas verdades necessárias de os europeus ouvirem, mas com a sofisticação de quem compreende a geopolítica e diplomacia. A mensagem de Rubio para a Europa é simples e de “amor duro”:
Invistam na vossa própria defesa em vez de passarem a fatura aos contribuintes dos EUA.
Adotem uma política energética que sirva a economia e as pessoas e não só a ideologia.
Desçam os impostos e a regulação para permitir que a inovação tecnológica floresça.
Protejam as fronteiras para preservar a cultura ocidental e a sustentabilidade do Estado Social.
Rubio, com background hispânico, tem o potencial único de unir o eixo EUA-Europa-América do Sul sob uma liderança forte e orgulhosa da nossa tradição comum judaico-cristã e iluminista. Se Rubio conseguir reensinar a Europa a ser ambiciosa, mercantilista e livre de complexos woke, o Ocidente poderá voltar a caminhar unido, voltando a ser um excelente exemplo de liderança para o mundo.
Um dia podemos ouvir Rubio discursar na Alemanha contra os socialistas globalistas, como Reagan discursou contra os socialistas comunistas, a dizer a Friedrich Merz ou a Ursula von der Leyen (com o poucochinho Costa que escancarou as fronteiras e economia portuguesas a ter de ouvir): “Deitem abaixo o muro que ergueram entre a Europa e os EUA. Acabem com o Abismo tecnológico e de poder de compra entre a Europa e os EUA. Parem com o suicídio económico e cultural.” Trump pode ter sido o disruptor desagradável, mas necessário para travar a deriva despesista esquerdista europeia, mas Rubio pode vir a ser o arquiteto do Ocidente revigorado. Até lá, continuaremos a aproveitar os “saldos” em ações que as picardias e profecias europeias de desastre americanos nos proporcionam. Enquanto a Europa delira, nós lucramos. Ou seja, continuaremos a fazer o que os factos nos indicam: ignorar o ruído europeu e português e reforçar as posições bolsistas no país do mundo ocidental que ainda sabe o que é prosperar: EUA.

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