domingo, 1 de fevereiro de 2026

Filme - Manchester by the Sea

"Manchester By The Sea Chorale"

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Desporto - Andebol (Portugal 5º lugar no Europeu)

 














Desporto - Andebol (Campeonato Europeu)

 


O melhor estava para vir: Portugal vence Suécia nos últimos segundos e conquista histórico quinto lugar no Europeu de andebol

Após uma primeira parte equilibrada num jogo em que o desgaste físico teve peso, Suécia tentou fazer prevalecer maior experiência mas Portugal fez das fraquezas forças para virar o resultado (36-35).

Martim Costa foi o melhor marcador de Portugal frente à Suécia, com nove golos, e voltou a sentenciar o momento decisivo nos segundos finais

Começou em 25%, passou para os 50%, subiu aos 75%, acabou de forma natural com 100%. A última ronda de Portugal na main round foi um exemplo paradigmático de tudo o que justifica a alcunha de Heróis do Mar à equipa que tem batido recordes atrás de recordes. Por partes: vinha de uma igualdade com sabor a derrota frente à Noruega na sequência dos desaires com Alemanha e França, soube bater a Espanha que ganhara na ronda anterior aos gauleses com a maior margem de sempre em duelos ibéricos, viu depois a França cair do Europeu com uma derrota diante da Alemanha e fez a festa com o “atropelo” da Dinamarca com a Noruega. Já não era possível chegar às meias-finais, todas as forças foram canalizadas para o objetivo de entrar na partida de atribuição do quinto e sexto lugares. Mais uma vez, a meta foi definida… e atingida.

Tudo parecia escrito nas estrelas quase como destino. A histórica vitória contra a Dinamarca até podia ter esse condão de fazer subir as ambições nacionais mas todos sabiam que não só o Europeu é cada vez mais um Mundial com menos equipas em termos de competitividade como Portugal iria entrar num “grupo da morte” só com antigos campeões olímpicos, mundiais e europeus à exceção da Noruega, que foi duas vezes vice-campeã mundial. O foco estava em melhorar o ano de 2020, onde a Seleção acabou em sexto depois de perder com a Alemanha mas conseguiu o resultado mais alto de sempre na competição, um ano que ficou marcado pela goleada histórica em Malmö diante da Suécia – que seria agora o adversário pelo top 5.

“Estar a lutar pela melhor classificação de sempre é espetacular. Após o jogo com a Dinamarca, sabíamos que tínhamos feito história, sabíamos que tinha sido incrível. Demos uma alegria aos portugueses mas o nosso objetivo desde o início era fazer melhor que o sexto lugar de 2020. Temos essa oportunidade, queremos conquistar esse quinto lugar. O nosso caminho ia ser difícil, todas as equipas que estavam no nosso grupo podiam perfeitamente estar nas meias-finais ou até mesmo ganhar o Europeu. Agora há que colocar o cansaço de lado e encontrar soluções”, apontara o lateral Francisco Costa, que era o melhor marcador da prova a par do dinamarquês Mathias Gidsel (54 golos). “A fase de grupos e a main round foram muito exigentes mas quando se joga para o quinto e sexto, sabendo que podemos melhorar a melhor classificação de sempre… É o último jogo do Europeu, temos que encontrar forças”, acrescentara o jovem jogador.

“A Suécia tem grandes jogadores, dos melhores do mundo. Tem bons guarda-redes, um excelente central, excelentes defensores. A nossa estratégia vai ser igual à dos outros jogos: temos que entrar com tudo, temos que ter uma boa defesa, conseguir defender bem e depois contra-atacar e marcar alguns golos fáceis. O cansaço vai ser evidente e acho que o jogo se vai decidir nos últimos minutos. Por isso, quem conseguir gerir melhor o cansaço vai conseguir tirar vantagem. Mas vamos entrar com tudo, é o último jogo, temos que encarar como se fosse uma final porque para nós é mesmo. Está em disputa o melhor lugar de sempre. Não pode haver cansaço, nem medos, há que ir com tudo e conseguir o quinto lugar”, apontara o lateral.

O histórico não era propriamente favorável mas havia a tal inspiração que vinha desse histórico Europeu de 2020, quando Portugal foi a Malmö no início da main round dessa prova para silenciar um pavilhão com mais de 10 mil pessoas com uma goleada por 35-25. Mais: no último Mundial, apesar do empate a 37, os Heróis do Mar não foram em nada inferiores, confirmando que aqueles tempos em que jogar com a Suécia era derrota garantida estavam longe apesar desse currículo com quatro medalhas de prata em Jogos, quatro títulos mundiais entre oito finais e mais cinco títulos europeus em seis finais disputadas.

Os suecos até foram os primeiros a marcar por Lukas Sandell mas Portugal não demorou a recuperar com golos de Martim Costa e Victor Iturriza para o 3-1 em três minutos. A defesa nacional estava um pouco mais subida do que tem sido habitual, o que criava maiores dificuldades ao ataque organizado dos escandinavos, e só mesmo nas saídas rápidas conseguiam encontrar espaço para baterem Diogo Valério. Atrás estava tudo bem, à frente era dia de Martim show, com quatro golos nos quatro minutos iniciais que só não tiveram um maior impacto com seis minutos decorridos porque António Areia falhou um sete metros. Ainda assim, antes dos primeiros dez minutos, Michael Apelgren parou o encontro perante a superioridade da equipa nacional no arranque a todos os níveis, que conferiam uma vantagem de dois golos com sete minutos (6-4).

Aos poucos, essa paragem teve efeito. A Suécia foi encontrando outras soluções no plano ofensivo sempre com Jim Gottfridsson a mostrar o porquê de ser um dos melhores centrais da atualidade e Portugal chocou contra novos dilemas em ataque organizado, cometendo duas falhas técnicas sem remate que permitiram o empate a oito e tendo mais um remate travado por Andreas Palicka que só não colocou os suecos na frente porque Gustavo Capdeville saiu do banco para defender dois livres de sete metros e fechar o ângulo num tiro da ponta que bateu no poste antes de Martim Costa marcar o 9-8 (16′). Cap entrou muito bem no encontro, Palicka também começou a aparecer e a partida ficou equilibrada mas com menos golos, com Paulo Jorge Pereira a parar a partida para travar as saídas rápidas dos suecos com ataques mais pausados em 7×6 com Iturriza e Frade como pivôs que teve o condão de abrir mais o encontro mas nem por isso estabelecer um novo distanciamento nacional no resultado, com golos atrás de golos até ao 16-16 ao intervalo.

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O recomeço com bola para a Suécia deu a segunda vantagem do encontro aos suecos com mais uma grande entrada de Gottfridsson aos seis metros mas Portugal teve também uma boa notícia com o empate marcado por Francisco Costa, que se estreava assim a marcar na partida. Lukas Sandell começava a aparecer mais na primeira linha, Andreas Palicka fez duas defesas importantes e pela primeira vez a Suécia chegou aos dois golos de vantagem pela primeira vez (21-19) ainda nos dez minutos iniciais da primeira parte, que fecharam com um empate a 22 e com sinais de desgaste claro em muitos jogadores nacionais e suecos, que tinham nas pernas sete encontros ao mais alto nível sem grandes margens para rotações e disputados até ao final. O coração também ia ter peso nas decisões finais, com Francisco Costa a ter outro protagonismo no jogo.

Os erros começavam a ter outro peso, com uma falha técnica dos suecos a permitir a Francisco Costa fazer o 26-25 e recolocar mais uma vez Portugal na frente de um encontro que voltaria a estar em aberto até ao final, com Mikael Appelgren a entrar para a baliza da Suécia mas a não conseguir travar mais uma combinação só ao nível dos melhores centrais com Rui Silva a assistir Victor Iturriza. A parte física tinha um peso crescente (nos derradeiros minutos Salvador Salvador caiu numa ação defensiva e ficou mesmo no chão para conseguir recuperar o fôlego…), a experiência da Suécia a gerir uma vantagem mínima também e os últimos três minutos chegaram com os escandinavos na frente por 34-33 antes do empate de Martim Costa e da paragem técnica dos suecos para prepararem a última jogada no minuto final para a história, que teve um empate a 35, um desconto de tempo de Portugal e um grande golo de Martim Costa… nos últimos segundos.



Observador - «"Pot-pourri" contra Ventura»: a fita do ano (Alberto Gonçalves)

 

(sublinhados pessoais)

«"Pot-pourri" contra Ventura»: a fita do ano

O dr. Seguro é, ou aparenta ser, uma tela em branco onde cada um projecta as expectativas que lhe apetecer. É inevitável que as expectativas saiam frustradas.

Já temos os “católicos por Seguro”, os “maçons por Seguro”, os “médicos por Seguro”, os “não-socialistas por Seguro”, os “sociais-democratas por Seguro”, os “socialistas por Seguro”, os “artistas por Seguro”, os “leninistas por Seguro”, os “liberais por Seguro”, os “ex-presidentes da República por Seguro” e os “ex-candidatos à presidência da República por Seguro”. Aguarda-se a todo o momento o apoio ao candidato por parte dos astrólogos e da Federação Ribatejana de Pelota Basca.

Tamanho consenso devia ser irritante. No caso, o consenso é sobretudo esquisito, visto que se ergueu num ápice e em volta de alguém tão improvável. Há uns meses, ninguém se lembrava do dr. Seguro. Há uns anos, o dr. Seguro não lembrava a ninguém. Durante três décadas de carreira política, o dr. Seguro, outrora o vagamente popular “Tozé”, foi o típico apparatchik que subiu sem estrondo na hierarquia partidária. Após atingir o topo, viu-se enxotado sem maneiras e decidiu hibernar. Não deixou uma marca, uma ideia, sequer um espaço vazio. A sua ausência notou-se tanto quanto a presença: não se notou.

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Se calhar é exactamente essa insipidez que explica parte do apelo (?). O dr. Seguro é, ou aparenta ser, uma tela em branco onde cada um projecta as expectativas que lhe apetecer. É inevitável que as expectativas saiam frustradas (não se imagina que a presidência do dr. Seguro satisfaça em simultâneo o prof. Cavaco e o dr. Tavares), mas a fase do desapontamento virá a seguir. Por enquanto, o objectivo é unir, juntar, agregar, enlatar. Se me permitem ultrapassar a quota de analogias por crónica, a extraordinária pluralidade dos apoiantes do dr. Seguro evoca menos o proverbial albergue espanhol do que o metropolitano de Tóquio, em que cabem todos, e os que arriscavam ficar de fora são empurrados à força para o interior da carruagem.

A segunda explicação para o consenso prende-se com a circunstância de o dr. Seguro ser um socialista, embora hoje a maioria dos seus repentinos apoiantes finja que não reparou e ele próprio disfarce. Seria inconcebível que a esquerda pura e dura como uma broca manifestasse por um candidato da “direita” um milésimo do frenesim que a “direita” dedica ao dr. Seguro. Não existe um cenário plausível em que o dr. Tavares caminhasse, ainda que metaforicamente, ao lado do prof. Cavaco para catequizar o povo acerca das vantagens do voto no dr. Cotrim.

A esquerda não cede à “direita” nem deseja cair nas graças da “direita”, que no fundo contempla com nojo. Em compensação, a “direita” encontra-se sempre mortinha por mostrar à esquerda que o nojo é imerecido, que também dispõe de “humanistas” iguais aos “humanistas” que berram pelo Hamas, por Maduro e pelos aiatolas, que todos partilham um chão comum. E a “direita” não perde uma oportunidade de se sentar no chão comum e tocar na guitarra cantigas fraternas que só terminam quando a esquerda desfaz a guitarra em cacos. Porém, a “direita” não desiste.

A terceira e talvez mais decisiva explicação para a União Nacional em curso resume-se a um nome (ou a dois): André Ventura. A quase totalidade dos argumentos usados para defender a eleição do dr. Seguro converge para a necessidade imperiosa de não se eleger o dr. Ventura. A coisa formula-se invariavelmente com requintes dramáticos e invariavelmente avisa para o que aconteceria se, por absurdo e loucura colectiva, o dr. Ventura chegasse a Belém. São imagens fortes: a Constituição em chamas, a “governabilidade” [sic] moribunda, o país exilado nas franjas do submundo. E isto sem contar com a deportação em massa de imigrantes, os campos de reeducação para ciganos e, pior, a submissão dos cidadãos em peso a 37 audições diárias de “A Portuguesa”.

Mesmo admitindo com periclitante certeza de que semelhante distopia é o que o dr. Ventura (e um terço dos eleitores) quer, a União Nacional não informa de que modo o dr. Ventura procederia para chegar lá. Por um lado, vai por aí uma enorme desconfiança na solidez das “instituições” e um entendimento desmesurado do alcance dos poderes presidenciais. Por outro lado, os abundantes inimigos do dr. Ventura estão por decidir se o homem é o taberneiro sem etiqueta de que se riem às terças, quintas e sábados, ou o demiurgo malvado que os aterroriza no resto da semana, capaz de proezas medonhas e desmesuradas.

Eu, que não rio do dr. Ventura e não o receio (nem venero), julgo que se atribui à personagem propriedades excessivas: são tais os esforços para não o “normalizar” que o pintam com aptidões paranormais. Não alinho em crendices. O dr. Ventura é apenas um político que, às vezes com razão e às vezes sem ela, ameaça a famosa “estabilidade” a ponto de federar os beneficiários desta num curioso pot-pourri. Quem não aprecia excessivamente a “estabilidade” e os seus beneficiários, votará no dr. Ventura. Quem acha que a “estabilidade” nos tem dado sucessivas alegrias, votará no pot-pourri, perdão, no dr. Seguro. E nenhuma das escolhas garante o resultado pretendido.

Reflexão - Jorge Marrão e Jaime Nogueira Pinto - Novos impérios e um novo desenho do Mundo

Programa "Isto é o povo a falar", ou... "o que vale a pena ouvir".


https://www.youtube.com/watch?v=TXVUoXaT3Fk




27 de janeiro 2026 - Vetvals

Em 27.01.2026 no Colégio Valsassina, com Mário Guerra, Carlos Amorim, Luis costa, Luis Miranda, José Azevedo, João Francisco, Hugo, Luísa, Alfredo e um belo brownie. Faltaram, dos ainda operacionais, o Alberto Pina Gil, o José Pina Gil, o Tomás Melo, o Carlos Barroso e o Manuel Piedade.